25 março, 2006


Ave de rapina!


Se uma fera acuada se defende atacando e ferindo quem dela se aproxima, aceito, compreendo e admiro, pois o extinto de sobrevivência é mais forte do que a razão que não possui!
Ela apenas se defende de quem a está lhe importunando!
Mas um amigo que chega manso, sorridente, confidente e participativo e para qual lhe emprestamos o ombro, quando se revela fera racional e emotiva, é dilacerante feito ave de rapina, ataca pela emoção, é algoz de um coração que apenas se abriu para acolhe-lo!
Que dor atroz ele causa!
Arranca-nos a alma!
Dilacera-nos feito prato especial para ser servido em festa de magia!
Que alegria pode haver nessa folia, se o sofrimento causado é dor que estoura as veias, é canto triste, é lamento lagrimoso, que nos deixa pelas madrugadas a fio, a vagar, como se uma alma penada fosse, tentando descobrir onde foi que nos perdemos!
Que agonia está as minhas noites, quando olho da minha janela a lua cheia e não consigo perceber sua beleza!
Onde perdi o meu norte, meu poente, meu Pôr-do-Sol!
Onde?


Um comentário:

Roberto disse...

Porquê será que sempre tem que aparecer um bixo desses para nos atormentar a vida. Achei que só comigo acontecia, mas pelo visto me enganei.
Minha ave teve de mim o melhor que eu pude dar e ela nem se deu ao luxo de me dizer obrigado.
Gostei muito dessa imagem que usou para esse texto.