01 Julho, 2008


Delícia!

Tenho sede e fome
Da tua pele e da gula do teu cio,
Da tua boca quente no meu seio
Aquecido pelo desejo
Do teu corpo sobre o meu.

Teu abraço e teu beijo
É a senha que se assanha
Para abrir minhas entranhas,
E com tanta gana, você me prova,
Aprova e com emoção sorri!

Delícia de prazer
Que nos faz melhor,
A cada encontro desse amor
Nem tão proibido assim!

08 Junho, 2008


Como Um Flash!

Embora todos fiquem
Querendo nos afastar,
Sabemos com o coração,
Que nunca conseguimos
De todo, nos apartar...

Nosso olhar apaixonado,
Como um flash, reflete
Como luz a nossa alma,
Que iluminada se irradia,
De amor e de alegria...

Puro êxtase
Que acalma
Essa saudade,
Quase metade
Dessa dor
Que carregamos...

Deixamos esse amor
Desse jeito,
Que tão sem jeito,
Não temos mais
Como esconder!

Até quando vamos
Atrapalhar-nos
Em desculpas?

Até!

24 Maio, 2008


A Banda da Minha Memória!

Já dizia Chico Buarque de Holanda “estava à toa na vida, o meu amor me chamou, pra ver a banda passar, tocando coisas de amor”...
Com certeza ele estava certo e eu é que não sabia..., naquela época!
Estava à toa na vida e sem nenhum amor me chamando, fui assistir o final do festival comemorativo ao “Sesquicentenário de Santa Maria” de Bandas Marciais, realizado no estádio da baixada melancólica do Internacional de Santa Maria.
Depois d’eu viver tantas alegrias e recordações, para culminar o sucesso do evento, veio a apresentação fantástica da Banda dos Fuzileiros Navais/RJ. Que show!
Entre tantas lembranças vividas às épocas da minha juventude com desfile estudantil ao longo da Avenida Rio Branco e lá se vão tantos anos, que nem mais minha memória registra, eis que reencontro a razão maior de todos os meus delírios...

Sonhos de amor, quimeras...,
Fantasias de amor, esperas...,
Imagens de amor, marcas...,
E cicatrizes de um amor...,
Que ainda se debate e se requebra
Ao som e toque,
Do compasso do teu passo,
Que acesso se incendeia no brilho
Do nosso olhar!

Estava à toa na vida, assistindo a banda passar, sem charme, chama ou vigor..., mas de repente feito um passe de magia no frio daquela tarde, meu coração aqueceu-se como estribilho, e pôs-se a bater compassado, na cadência musical que marcava todas aquelas evoluções...
Percebi ali, naquele momento, que lembranças de amor estão sempre presente em nossas vidas, mesmo que se esteja à toa na vida, olhando a banda passar...

Estava à toa na vida,
O teu olhar me chamou,
Meu coração assustado,
Por um momento parou...

E pensar que eu só estava assistindo, a banda passar!

Dito!

Sinto que vou cada vez mais
Na pressa para não ficar a onde estou...
Aligeiro-me nessa corrida sem largada
Sem tiro para anunciar, que a sorte está lançada!
Sigo em linha reta, sem voltar o meu olhar,
Posso cair de quatro e ficar esperando
O que um dia deixei chorando...
Vou ao trote, quase galope, esconder
As minhas lágrimas, iguais as tuas,
Um dia chorada por mim!
Bem dizia minha avó,
Aqui faz aqui se paga!

15 Maio, 2008


Santa Maria
&
Minhas Memórias Afetivas!

Cidade ao pé do morro, verde mata ainda virgem, que embeleza e da moldura ao horizonte do meu olhar.
Cidade que dá socorro, que ajuda e salva vidas, que abriga a quem chega de repente pra morar e estudar!
Cidade de quadro e giz, escrevendo colorido o dia a dia no coração e na alma, a pagina da minha estória!
Cidade do vento norte que esquenta e marca forte, ventania que azucrina três dias do meu humor. Calor infernal que desassossega o corpo, a pele, os cabelos e a saia que esvoaça em cada cruzamento dessa cidade que eu adoro.
Cidade de grande fé peregrina e que nem de longe se imagina a força amiga do seu povo, que percorre respeitoso os caminhos da Medianeira, Senhora, Mãe e Rainha que abençoa o passo trabalhador da sua gente, que a pé, passo a passo, entoa numa só voz jubilosa, cânticos de paz, amor e esperança!
A Casa de Saúde, hospital e berço de muitos que como eu, choraram ali as primeiras lagrimas, em plena sinfonia com os pássaros que voejam ao seu redor, graças aquela paisagem exuberante que de lá ainda se avista.
O Colégio Santanna, onde desenhei as primeiras letras e a cada dia construía com altivez e garra, a minha, naquela época, já precoce independência de espírito.
Ah o Maneco, onde forjei no exemplo dos Mestres, a minha caminhada profissional e o espírito para construção de lideranças e lutas.
A UFSM, espaço para o alcance da universalidade do pensamento histórico e político, de consciência e compromisso com a sociedade.
O Restaurante Augusto com o seu velho e tradicional ponto de encontro, de conversas, conchavos e alianças políticas, regado a vinho, chope e muito galeto, marca registrada desse maravilhoso lugar lusitano.
Parabéns minha cidade querida por dar-me a glória em criança de fazer a festa do seu Centenário e hoje já calejada pela vida, por revezes e sucessos e pelos aprendizados, partilhar a glória também do teu Sesquicentenário.
Santa Maria, cidade das minhas memórias, retrato vivo das minhas estórias, lugar por Deus abençoado para me fazer nascer!

É muito bom viver aqui!


02 Abril, 2008


Ônus!

Por trás desse meu
sorriso debochado,
quase um escracho,
escondo a dor
de um amor
tão delicado!

Uma dor maliciosa,
sapeca, quase sublime,
que mexe e remexe
na minha saudade,
fazendo-me desejar
que surja dentro da noite,
um novo chamado,
para outra traição!

É uma dor tão generosa
que só de imaginá-la,
consigo retratá-la em poesia!

Palavras,
versos sem rimas
poemando às horas
dos meus dias de esperas,
mesmo sabendo que amanhã
será um outro dia,
de terrível solidão!

31 Março, 2008


Catarse!

Deixar no fundo do poço
minhas dores e fantasmas,
foi a catarse mais triste
que um dia pensei fazer!

Só, relegada ao limbo,
sofri as dores do cão,
amassando com os pés
o lodo feito do barro!

Penei as penas da terra,
cavei sulcos na alma,
mas sei que nunca
deixei, foi morrer a fé
na minha saudade!

Foi ela a força motriz,
catalisada em mim,
que fez eu dar a volta
na minha própria dor,
e botar mais uma vez,
meu coração a prova!

Tô na área, tô na luta,
tô na vida outra vez!

Survivor!

Chegar ao fundo do poço
na busca da última gota
e tentar a toda prova,
sobreviver nesse esforço,
é dar a volta por cima
resgatando uma a uma
cada lágrima chorada!

Sobreviver ainda que toda
chamuscada pela dor,
é tudo que posso fazer
nesse novo recomeço!

Que venha outra paixão
e me arrebate de amor!

19 Março, 2008


À La Carte!

Ando calada,
agoniada,
em completo abandono...

Vivo a síndrome
da insônia,
pura carência
de paixão!

Sinto que já não ando
afim das minhas próprias palavras...

Emudeço de propósito,
saio da roda,
desapareço,
e mesmo assim
não me faço
dona de mim,
e nem do meu nariz!

Sou o teu prato servido
no teu dia a dia,
feijão com arroz!

Muda o cardápio,
esquece o teu cio,
altera
a receita
e publica de uma só vez:

"Fechado
para balanço
e em breve,
outra
administração!"

Talvez eu consiga
assim,
me livrar
do teu tempero!

15 Março, 2008

O Cão!

Pensei, pensei e resolvi divagar um pouco sobre as coisas estranha que acontecem com a gente numa cidade grande como é Santa Maria.
Como explicar o que aconteceu às 17hs e 45min do dia 26 de fevereiro de 2008, quando saindo do trabalho, subia com a minha moto a Rua dos Andradas no sentido Carrefour.
Parei na sinaleira e quando abriu o sinal, dobrei para direita e bem em frente da primeira entrada desse gigante comercial, saiu da calçada diversos cães que ali se encontravam e um grande em especial, talvez o líder dos demais, avançou sobre a moto e para minha surpresa e dor, cravou os seus dentes sobre a base do meu tornozelo, causando-me uma dor aguda e ardida e ao mesmo tempo quente, muito quente.
Ainda bem que tive presença de espírito para acelerar e sair dali o mais rápido possível, pois com certeza se tivesse titubeado, teria caído da moto e sofreria outras mordidas, pois os outros cães teriam seguido o seu líder!
Chocada com o inusitado, olhei para o lado e vi o meu pé direito ser aquecido pelo sangue que jorrava tão escarlate, como é o meu coração colorado!
Resultado dessa mazela é que tive que tomar uma injeção antitetânica, depois mais um reforço e cinco vacinas anti rábica, que ainda estou tomando, com carteirinha de vacinação e tudo, tipo essas de bebê que tem data certa para fazer.
O que faz a gente ter que passar por isso?
Falha do Sistema de Vigilância Sanitária que deixa que centenas de animais doentes e famintos perambulem pelo centro da cidade?
Cuidados extremos com esses animais por parte de algumas pessoas que na sua bondade colocam água e ração na porta dos seus estabelecimentos comerciais para que eles não morram de fome, mantendo-os assim alimentados, mas sem avaliar a presença e o perigo constante desses animais no centro da cidade, que sem controle das zoonoses pertinentes, são uma ameaça diária para quem se desloca pelo centro dessa cidade a pé já que nem de moto conseguimos escapar!
Apesar da dor e do desconforto sofrido e das gozações dos amigos que me diziam que eu estava salva, pois tinha procurado assistência médica e o pobre cão, será que tinha morrido......eheheheheh, eu compreendi que isso daqui para frente, vai fazer parte da minha estória e do meu folclore particular!