27 agosto, 2013

MINHAS METADES

Parte de mim viveu a parte que perco
A cada dia por inteiro, sem meias palavras,
Pontinhos ou reticências...

Parte que se perde da outra
Também desencontrada
Do eixo que se quebra
Em dois quando tudo era para ser uno...

Que vida dupla a gente carrega
Nas células que nos fazem pessoas...

Parte de mim se debate
Entre comprimidos, cápsulas e injeções,
Nem a quimio escapa
Nesse rol de imperfeições. 

Na astrologia do tempo
O câncer é o meu partido
Onde um lado me rouba a vida,
O rim, o pâncreas e a minha alegria...

Parte de mim se quebra
A cada dia que passa,
É meu lado maroto
Se aposentando da vida...

Nesses dois lados da vida,
Vivi as loucuras do mundo,
Certas ou não vivi emoções
Com as cores de um arco-íris
Que nunca jamais encontrei...

Parte de mim está morta
E nessa contradição da vida,
Somente meu lado esquerdo
Se ergue e se debate
Na busca de um sopro de vida...

Bate meu coração avariado,
Coloca um sopro de vida
E faz voar essa minha asa ferida...

Metade de mim está morta
E o peso dessa falência               
Enfraquece meu coração
Que na emoção de um momento
Se deixou enamorar por quem  
Não me quer deixar partir...

Sou dor, sou gente, pessoa
Que sofre que sente, se doa
A tal ponto que a dor que hora sinto,
Converto em verso e repenso
Que muito mais é voraz
A dor que te afasta de nós...

Não posso dizer minha MUSAH
Que a vida se faz derrotada,
Pois só os poetas percebem
Que amor, vida e saudade
São palavras que se fundem
Num eterno relicário...

Palavras, versos e rimas
Nunca te deixarão
Ficar na minha vida
Como pagina virada...

Serás sempre o amor da minha vida,
Uma MUSAH de puro encantamento!

DE: Elenara Teixeira
Para: Helenita Lourenço Machado

DATA: 27 – 08 - 2013

29 junho, 2013


VEIO COM A NOITE
COM O FRIO E A CHUVA,
MEIO FURTIVA,
MEIO ESCONDIDA,
BEIJOU O MEU BEIJO,
TOMOU O MEU CORPO
DE ENCANTO E PRAZER
E QUASE SEM TEMPO,
NO MEIO DA NOITE, 
SILENCIOU O SEU CIO...
VEIO COMO 
VEM A SAUDADE,
DEIXANDO EM CADA LEMBRANÇA
A MARCA E O SINAL 
DE QUE TUDO ACABOU...
ASSIM, NO MEIO DA NOITE
TIVE DO PEITO ARRANCADO
A POESIA DO AMOR...
QUE SE DANE O ENCANTO
SE JÁ NÃO POSSO SONHAR...



28 junho, 2013


PREPAREI MINHA CAMA, 

TROQUEI OS LENÇÓIS, 
PERFUMEI O QUARTO 
COM AROMAS DE ALFAZEMA... 
ACENDI VELAS E INCENSOS 
E SAÍ PRA TE BUSCAR... 
VEM E ME AMA COM TODA MANHA 
QUE SÓ O TEU CORPO SABE EXPLODIR... 
VEM E ME AMA, 
POIS O DESEJO ME QUEIMA!

MUSAH

OUTRORA, 
ROSAS, ROSAS & ROSAS, PÉTALAS 
QUE EMOLDURARAM TEU CORPO 
NOS LENÇÓIS... 
HOJE, 
FLORES, FLORES & FLORES, 
SÃO ELAS AGORA QUE ENCANTAM A VIDA 
E O MEU JARDIM...

24 junho, 2013


INSPIRAÇÃO!

S’EU ME FOR ANTES DE TI 
NÃO FOI PORQUE EU QUIS 
FUGIR PARA NÃO TE PERDER... 
EU APENAS ADIANTEI-ME 
PARA PODER TE ESPERAR... 

JOGANDO COM AS LETRAS


JUNTO VOGAIS 
COM OUTRAS LETRAS
E FORMO PALAVRAS... 
COM ELAS CURO MEUS AIS 

E DEIXO ESCRITO MARCADO
COM A PONTA DO LÁPIS: 
AQUI JAZ A SAUDADE 
ARDENDO DENTRO DO PEITO, 
ENFARTO! 


IOIÔ



QUANDO O AMOR É VERDADEIRO, 
E O TEMPO SE FAZ DERRADEIRO, 
ATÉ DUAS VOGAIS APROXIMAM 
UMA SAUDADE NO ESPELHO...
OI! 

PS: A palavra "ioiô" vem do filipino, e quer dizer "volte aqui"

Meu bem não me leva a mal, mas eu adoro brincar com as palavras...

19 junho, 2013



“IR EM(B0RA)”


EM TEMPOS DE MUDANÇAS

“BORA” ARRANCAR OS ESPINHOS,
BUSCAR ESPERANÇAS
EM NOVOS CAMINHOS...
DEIXAR PARA TRÁS OS CARINHOS
QUE NÃOSE FIZERAM RAIZES,
CEIFAR DO PEITO AS DORES
QUE DE AMORES MARCOU...
“BORA” APARAR AS ARESTAS
DE UM GRANDE AMOR QUE FICOU,
FEITO ESTILHAÇO, MARCANDO COMPASSO
EM CADA LAGRIMA CAÍDA...
“BORA” DESSA VIDA DOÍDA,
DE ESPERAS SEM PALAVRAS,
DE BRAÇOS ESTENDIDOS
SEM UM CORPO PARA ABRAÇAR...
“BORA” BUSCAR NOVOS AROMAS
PARA PERFUMAR VERSOS E RIMAS
NUM POEMA QUALQUER...
“BORA” NADA HÁ PRA SE TEMER!

Elenara Teixeira

07 junho, 2013

FRACASSO!

Você sequer abriu a porta, 
E sem honra, 
Pompa ou circunstância 
Tirou-me ao chão 
Pela janela das tuas palavras. 
Alquebrada no mais doce 
Da minha emoção, sucumbi!
Amarguei o fracasso 
No ocaso da minha vida 
E sem maior motivação, 
Fechei meu coração 
Para a esperança 
De poder um dia, 
Adormecer no teu abraço. 
Eu só queria o doce da laranja 
Depois de uma geada, 
Uma palavra boa 
No meio de tanta gagueira 
Que restou nas nossas palavras... 
Teus beijos..., 
Ah, quimeras 
Que só um coração apaixonado 
Espera num tempo que não acontece! 
Como amar e querer 
Quem não me diz uma palavra boa? 
Como!

06 junho, 2013

DESCAMINHOS

Ela braba, eu tão triste, 
Ela triste, eu tão só... 
Ela doente, eu adoecendo, 
Ela querendo vida, 
Eu morrendo aos poucos... 
Que vida é essa 
Que levou o meu sorriso 
E deixou o meu pranto 
Cada dia mais intenso... 
Ela longe, mas tão perto, 
Eu tão perto e tão distante 
Do alcance do seu braço... 
Que vida é essa que me deixa 
Muito longe do teu abraço! 
Que vida é essa? 
Onde foi que deixamos 
Escondida aquela gargalhada 
Que nos fazia bem e nos aquecia a alma? 
Onde ficamos no tempo 
Deixando a vida passar, 
Assim como ficamos, 
Sem ao menos um abraço na despedida? 
Onde? 

PS: Não repara, é só um modo de confundir com palavras a minha tristeza e o meu soluço, esse grito que sufoca a minha voz e de forma silenciosa faz a minha alma lagrimar. Tô doída, não no corpo, mas no sentimento que agasalho por alguém que sempre quando quer me vira as costas e me fecha a porta. Tô ao léu, no relento, sem nenhuma estrela no céu, só com aquela que tenho tatuada no meu braço com o H da minha MUSAH...