10 junho, 2011

SOU TEIXEIRA

Agora vai ou racha, seja o que Deus quiser!
Chega de terapias alternativas, chás e Florais de Bach, palavras e poemas, lágrimas sentidas na alma, fuga do sol e do dia, isolamento total, distância dos amigos, quarto e cortinas fechadas.
Chega de cuidados e assepsias que não resolvem e não curam essa dor e essa ferida que se faz chaga e que me leva as energias, até a mudança do tempo anda me derrubando.
Chega de esperar compreender e esperar as palavras que não vieram...
Chega, desisto de conservar as lembranças, decepo com as mãos que acariciaram, num simples toque, todas as palavras de amor que construí para quem não soube reconhecer a dimensão do meu amor. Uma clicada apenas e toda a leitura some.
Vou fazer isso com uma dor extrema, será como extirpar do peito, o coração, mas como não fazê-lo se já ando morrendo pelos cantos.
Deleto tudo no Doze de Junho, ponho fim de forma radical, numa verdadeira terapia do joelhaço, ao melhor que ELA foi na minha vida, MUSAH!
Não deixarei as palavras para lembrar-me que de minha MUSAH ela se fez MUSAHALHA!
Como viverei depois, só os anjos saberão!
Mas que eu faço eu faço, sou TEIXEIRA!






FIM DE UM SONHO

Acho que tá chegando a hora
de arrumar as gavetas,
organizar a bagunça e
jogar fora as lembranças...

Curar as feridas,
cuidar das cicatrizes
tatuadas na alma
e mudar o foco
do meu amor.

Acho que tá chegando a hora
de deixar para trás
fantasias e sonhos,
travesseiros e fronhas
e fazer um rescaldo
do melhor para levar.

Deixo como está o silêncio,
a distância e a falta de comunicação,
empacoto as fotos e o porta retrato,
mudo na tela o papel de parede,
aquela foto das pétalas
que num momento feliz
cliquei em tão boa hora.

Deleto no PHOEMAHS os poemas,
versos e rimas escritas
para um amor que não me quis.

Palavras para um amor
que só existiu no meu querer!

Apago tudo e revogo
da minha vida, toda a saudade
que ainda eu possa sentir.

Fecho a mala e coloco no sótão
as imagens que me fizeram
decorar a tua geografia.

Cerro os olhos e não volto,
dou término nessa estória
onde só eu quebrei a cara.

Fecho para balanço com data
e hora marcada, escolho
doze de Junho,
como o fim de um sonho!

09 junho, 2011

OUTRA VEZ

Para com essas frescuras,
Com essa usura de palavras,
Falas o que sente,
Coloca pra fora
Se queres saber de mim,
Mas não te mente
Atrás de um novo Oiê!

Assuma que te faço falta
E que pisou na jaca,
E que deslizou na maionese
Quando me mandou embora...

Assuma essa mea culpa,
Te perdoa e te desculpa,
Porque eu já faço a minha parte,
Me encerro dentro de mim
Na esperança que possa dar um fim
Que não seja aquele que você marcou
A ferro e fogo, com palavras,
Na minha alma e no meu coração!

Eu verbalizo, materializo a dor
Sílaba a sílaba que o teu amor
Foi o meu infortúnio. 

Luto meio a meio,
Todo dia, duas guerras,
Uma que me livra das garras,
Outra que me amarra
No próprio amor q’eu sentia...

Etâ batalha desdita
Que tenho enfrentado,
Enquanto você querendo
Falar com um simples Oiê,
O que te vai na alma!

Para que eu quero saber agora
Que faço falta se quando me tinhas,
Mentias e se dividia com outros!

Segue tua sina, mas lembra sempre
Que eu fui na tua vida,
O espelho em que te vias bonita,
Amada e tão querida
E que você quebrou com palavras!

Aproveita o tempo que me resta
E lembra como tu era antes
Na tela e no meu celular...
Alô, ... fala amor da minha vida 

... E agora você vem com esse Oiê
Que eu criei para o meu Orkut
Onde escrevia em cada recado,
Oiê, tudo bem contigo!

Reza um outro texto
Para me levar no bico,
Pois nesse eu não caio mais!

Um anjo cuida de mim agora,
Pega-me pela mão e me leva...
UM ANJO VISITOU MEU SONHO

Essa noite tive um sonho
Bem colorido e com movimento,
Onde eu caminhava em meio ao verde,
Com flores e folhas e de mãos dadas
Com alguém que não sabia quem era,
Seguia uma alameda florida
Sem nenhum receio,
Ia em paz, com a alma leve.

Sentia a minha mão aquecida
Pela mão que me conduzia
E que vagarosamente seguia
Num silêncio tranqüilo como a querer
Mostrar-me que ali era um bom lugar...

Sem medo, deixava-me conduzir
Pela mão que cada vez mais
Levava-me em frente...

A medida que avançava, o caminho
Se adornava de flores e luzes
E de repente, como por encanto,
Olhei para o lado e senti a presença
De um anjo com os braços abertos
Que viera me buscar...

Assustada e já querendo acordar
Pedi que me desse um tempo,
Que eu não queria ir com essa mágoa
Que ainda carrego, no coração!

Ofegante e trêmula, acordei chorando,
Mais um dia para tentar te perdoar!



08 junho, 2011


eMe eSe eNe

Para de tentar, eu já falei que não quero
mais saber como andas, com quem andas,
com quem ficas, com quem amas...

Não quero lembranças,
não quero saudades,
já basta as que tento esquecer...

Para de ficar me tenteando,
ficando a espreita, na esperança
que eu te atenda outra vez...

Para de me chamar, de teclar atenção,
já não sou como antes que bastava
tu cruzares na minha tela,
que lá estava eu, feliz por te encontrar...

Não quero saber o que queres,
o que buscas, o que fazes,
sequer saber se tem saudades
daquele amor que eu sentia...

Não quero saber de mais nada
que me lembre você no meu dia,
já tenho trabalho para encontrar
outra vez, minha alegria!

Já não te basta saber
que o melhor de mim deixei contigo
e com arte e maestria, jogaste fora...

Parece até que te faço falta,
mas não sofra como eu,
te acostuma e me deleta,
do teu eMe eSe eNe,
porque do teu coração,
ah isso eu duvido!

Essa será a tua dor de ouvido
a ficar agulhando
as tuas noites de insônia!

07 junho, 2011

DOZE DE JUNHO 

Sinto na carne e na alma a dor da solidão,
Ela arde, ela queima como queima o carvão
Incendiado na brasa com o sopro do vento!

Sinto na pele o brilho e o viço sumindo
Com a falta do toque, do afago, do beijo,
Sinto que tudo me foge, até o desejo
Que no meu olhar existia.

É tão novo esse momento
Que estar sozinha me angustia,
Como passar pelo dia
Sem ter rosas para dar!

Como fazer para esquecer
Que não tenho mais um amor,
Que não sou mais o amor
Que um dia achei que podia!

Como será esse dia
Sem um beijo para acordar,
Como será esse dia, 
Confesso que não sei!
OIÊ 

Houve um tempo que um abraço, 
um Alô... escrito numa fronha branca, 
mexia comigo, alegrava meu dia 
e era a palavra boa que eu pedia 
ao te escutar ao telefone. 

Hoje quando vejo a tua chamada, 
com um OIÊ no meu MSN, 
longe de ser uma alegria, 
é a certeza de que não quero 
saber como tu andas, 
o que fazes, 
com quem amas...  

Não quero mais saber da tua vida, 
se sentes a minha falta, 
se me amas ou me odeias... 

Ainda queima nos meus ouvidos 
tuas palavras naquela tarde... 

Alô ou Oiê tanto faz, 
são apenas saudações 
de quem eu quero esquecer!
ARTESÃ

Pego tesoura, chave e martelo
e num piscar de olhos,
estalo os dedos e me esbaldo
afrouxando parafusos e ruelas
e saio tesourando fotos e retalhos...

Deixo em frangalhos
o porta retrato,
aquele que moldurava o sorriso
que tanto nos encantou...

Depois de feito o trabalho,
pego balde, pano e vassoura
e saio vassourando as sobras
do que restou.

Ah se o amor pudesse
ser assim dilacerado,
talvez eu não estivesse
tentando colar os meus pedaços!
MUSAHALHA

Majestosa,
gostosa
e cafajeste!

Charmosa,
convencida,
perua e linda!

Assim assim,
toa a toa,
da noite deslumbrante!

Amante,
amada,
caliente,
misto quente
de mulher,
musa
e canalha!

Fogo de palha
que se espalha,
e se apaga,
quando o amor se achega!

És assim minha amada,
uma mulher de muitas fases,
de muitas crases,
de muitas faces,
que foram caindo,
uma a uma,
a cada palavra pronunciada!

Tuas mentiras,
ah essas tu tiras
como verdades supremas,
engalana-te com elas,
engana-te..., até o dia
que as tuas muralhas caírem!

Aí então minha MUSAH,
saberás o porque
de tu teres sido uma mentira,
uma falha,
uma fantasia,
uma MUSAHALHA
a bailar como uma borboleta
na minha vida,
e com tanto amor
retratada na minha poesia!

06 junho, 2011


COMENTÁRIO QUE VIROU POEMA

Não fujo 
e nem finjo, 
essa roubada...

Eu sofro, 
eu vergo, 
eu me dobro,  
mas não quebro.

Eu recomponho 
o físico, 
a razão, 
não sei a alma, 
mas eu sobrevivo!!!