31 outubro, 2006

EU e as minhas metades!

Descobri nessas eleições que sou mulher para viver as emoções pôr inteiro, completas, visceralmente impregnadas de vontade, garra, tesão e alegria, nunca pelas metades!
Reeleger o Presidente LULA foi o máximo da minha satisfação política e pessoal, foi a confirmação da minha militância de anos a fio, que forjou a minha consciência social para com esse povo tão necessitado que nos da exemplos de sobrevivência pôr esse Brasil a fora!
Mas a eleição de Olívio Dutra para Governador do Estado do Rio Grande do Sul! Ah!
Essa deixou o meu coração amargurado, tão dolorosamente magoado, que lágrimas embaralharam o meu olhar, em plena festa pela reeleição do nosso Lula.
Acabrunhada pelo sentimento de incompetência que se abateu pôr não ter podido eleger o nosso "Galo Missioneiro" para o governo do Rio Grande do Sul, numa segunda chance de parceria com o Presidente Lula, foi a razão maior da minha dor.
Deixei em silêncio a festa que se iniciava em frente ao Comitê Central e com a minha bandeira, orgulhosamente carregada em minhas mãos, caminhei solitariamente a pé para minha casa, como se fosse assim, possível esquecer, que ali naquele momento eu estava sofrendo muito mais que em qualquer outro dia, das minhas andanças de vitórias e derrotas, onde me fiz militante de um sonho e de todas as minhas verdades!
Enquanto caminhava, chorava!

22 outubro, 2006


Café da manhã!

Quando o amor nos chega
pelo toque e pelo abraço
e pelo corpo se espalha,
vem também o desejo
atrás de cada beijo!

Tudo é permitido
pois a gente nunca se nega,
quando os aromas das manhãs
perfumadas de maçãs,
sucos, leites e torradas,
fazem nossa, a festa
depois das peripécias
da cama e do chuveiro!

Somos então duas crianças,
com viço e esperança,
saudando a vida desse amor
que ainda não morreu!

Poemar esses momentos
com versos e poesias
é o exercício mais lindo
que a minha emoção registra!

Que bom que ainda existe
humor, tesão e fantasia
e que a alegria desse amor,
faz o brilho do olhar
ser a luz do nosso amanhecer!

18 outubro, 2006


Castigo!

Qual foi a minha culpa
nesse abraço que trocamos,
se todos os indícios
para a emoção que sentimos,
veio da paixão dos inícios!

Que se dane, se terceiros
não constaram nessa hora,
só a fome e o desejo
dos abraços é que estavam,
a mover nossa saudade!

Agora, resta saber, qual a saída
para esse idílio, que se instala
na tua emoção maltratada!

Longe querer o teu mal,
mas também fui atingida
quando teu chamado
acordou meu coração
pôr ti emocionado!

Não queira fugir da raia,
mas se eu faço poesia
é porque fui acolhida
no calor do teu abraço!

Deletar os meus poemas,
é castigar minha emoção,
é sofrer da minha sorte!

Sou poeta
poemando
minha morte!

16 outubro, 2006


O quê faço?

Se fosse da minha índole,
com certeza não daria mole,
nessa entrega que fizemos
de nós mesmo, para o amor
que um dia já vivemos!

Se fosse minha vontade
brincar com teu sentimento,
não teria ressentimento
para deixar no constrangimento,
aquela noite, teu chamado emocionado!

Não faço nada disso,
pois fui parceira pôr inteiro
dessa entrega!

Se tens medo, o que faço?

Deixo teu coração decidir!
Cochilo!

Ah, tuas dores, quais são elas?

Quem fica pôr medo da solidão
com alguém sem a emoção
de um olhar apaixonado,
sofre a mingua todas as dores
dos amores descompostos!

Silenciar o grito de uma saudade
mascarando desejos reprimidos,
é levar adiante todos os sonhos
que se fizeram incompletos,
na perda do teu sorriso!

Olhe para os lados e veja
se a tua vida não se esvai...

Até chamas meu nome,
no lugar de quem se some,
quando chego e me asseguro
que ainda sou o nome
que tu chamas, quando cochilas!




Falta!

Se queres assim,
podes mentir,
eu desisto!

Não sou mais a Nana,
tampouco tua Naninha,
mas quem chamarás
quando eu estiver
com outro alguém!

Eu?

Desista,
pois já terei morrido
pôr falta do teu abraço!

15 outubro, 2006


Meu Nome!

Rasgue,
Delete,
Triture,
Rabisque,
Borre,
Apague!

Sublime, todos os versos de amor,
que em teu nome criei!

Cometa todos os crimes,
com a minha emoção,
que meu nome dirás sempre
no lugar de outro alguém!

Lembras!

Aposta!

Foi covardia agredir a essência
dos meus versos, a minha poesia!

Estou aturdida com a tua fantasia
de achar que se afastando,
me terás longe de ti!

Fugir, de que adianta
se sabemos onde está
a nossa paz!

Engana-se,
se isso for capaz
de saíres do meu abraço!

Pago para ver!

Que droga!
Hoje descobri
que morrer em vida,
é ter a face inibida
num sorriso interrompido!
É ter uma emoção colibri,
violentada no estilingue
das mãos que afagam,
para depois trucidar
com palavras, um amor
que estava quieto,
guardado a sete chaves!
Meu erro?
Foi fazer
tua vontade!
Escuta!

Não foi um poema para um amor encantado,
que deixei ficar no Blog segregado,
escondido nos recursos da virtualidade!

Não foi apenas uma emoção retratada,
na harmonia das cores
e de todas as matizes
que deixei ficar refém da tua emoção!

Não foi apenas um pedaço
de mim que se perdeu,
foi a nossa vida, meu amor!

E esta,
eu conto os dias,
pois eu morro a cada hora!