20 fevereiro, 2006

Mãe!

Nunca mais fui a mesma,
depois da tua partida!
Sem nenhuma anestesia,
teu amor me foi tirado
sem pedido de licença!
Saístes da minha vida
mais cedo do que devias!
Hoje, sem a tua companhia,
sequer tenho a tua mão amiga
para confortar minha agonia!
Mãe, sinto tua falta,
muito mais que ontem,
pois hoje minhas dores
já não sentem
o conforto dos teus braços!
Sinto tua falta
todo o dia dos meus dias!
Mãe de todos os filhos,
filhos de todas as Mães,
nunca se esqueçam
que esse amor é o único
que não se perde da gente!

Em homenagem à Anna Rosa Castro Teixeira!

Elenara Castro Teixeira
http://phoemahelenara.blogspot.com
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS
02/05/2005

18 fevereiro, 2006



"Longevittá"
Rosa, Lourdes e Marias, Cássia, Leilas, e Ledinhas, Gelsa, Annas e Amandas. Vilma, Beths e Saletts, Catarinas, Angela e Neldinhas!
Estas não são somente nomes, são estrelas que iluminam nossas tardes de domingo!
Todas são mulheres, mulheres amadas, mulheres queridas, delicadas mulheres, mulheres meninas! Tias, vós, dindas e sobrinhas, mães, sogras e madrastas, colegas, amigas, madrinhas da vida que se encaminha pra marcar nossa saudade! Mulheres valentes, heroínas mulheres de filhos presentes, de outros tantos, ausentes! Mulheres crianças, sem força e domínio, longe lembrança de uma vida passada! Mulheres românticas em lapsos de tempo, que cantam seus tangos e movem seus pés, como se o balanço das suas cadeiras dessem o ritmo para memória já quase vencida, já quase apagada, mas não esquecida! Quem olha essas mulheres, ali sentadinhas, todas bonitas na sua magia, repensa a vida, repensa a família, repensa os afetos! Que sentimentos são esses que nos fazem voltar todo domingo! São horas benditas de afagos e beijos, de lanches e lagrimas, de mãos que se agarram, pedindo que voltem!
Hoje, ontem ou amanhã, agora ou depois, pouco importa!
Muitas delas não percebem se existem diferenças! Todas essas mulheres no entanto, são felizes quando alguém lhes toma o rosto e num gesto carinhoso, afagam-lhes as mãos, já vencidas pelo tempo e pelas dores! Mãos de porcelana, frágeis tesouros que em épocas passadas embalaram outras vidas! Ao lado de todas elas, alí reticentes, amigos meninos se esforçam no zelo e no cuidado das damas dos seus sonhos perdidos! João, Diogo, Pedro e Joel. Renan, Elio, Bruno e Miguel. Matheus, Fabio ou Manoel, pouco importa os sobrenomes, são homens, são meninos, são velhos, são valentes, são guerreiros sem moinhos! Todos eles estão ali, tão calados, tão ausentes que somente a presença de quem chega, lhe apraz um movimento! São homens e mulheres esquecidos de si, nos mostrando a cada dia uma nova emoção! Bendigo a todos, pois com eles me obrigo a ser feliz! Esse poema nasceu das visitas dominicais a uma casa de repouso de Santa Maria/RS, onde acompanhava minha amiga Salette Marchi, que ia visitar sua mãe, que por motivo de doença, passara a morar ali!Essas visitas emocionavam meu olhar e sensibilizavam minha alma, pois meus pais a muito já tinham partido, deixando um vazio enorme no meu afeto e uma lágrima teimosa que se apresenta sempre quando me sinto só! A saudade é como um tempo preparado para chover, que se arma aos poucos, deixando o céu nublado com nuvens penduradas sobre nossas cabeças, e que agitadas pelo vento, se transformam em pingos de lágrimas, que emocionam para sempre a minha saudade! Perder os pais é enfrentar um caminho sem volta, sem direito ao conforto de um abraço!

Escrever esse poema, dessa forma emocional, é um tributo a todos os velhos que de uma forma ou outra, marcaram as nossas vidas e que estão sempre a nos mostrar, que um dia ele seremos, nós!
Elenara Castro Teixeira
Santa Maria/RS
Anjos apenas!

Quem somos nessa hora, quando estamos longe dos nossos amigos, senão anjos iluminados oferecendo um pouco de guarida e de afeto!
Quem somos nessa hora, quando a saudade abate-se sobre nós, senão anjos iluminados tentando não deixar a tristeza bater na porta dos nossos corações!
Quem somos nessa hora, quando não temos a presença dos nossos afetos, senão anjos iluminados comprometidos com o outro para não deixarmos a melancolia se fazer presente! Quem somos nessa hora, quando a razão dos nossos sonhos faz-se distante, senão anjos iluminados transformando essa dor quase física, num abraço, pleno de energias!

Para os anjos dessa sala, quem somos nessa hora,
senão anjos iluminados!

Esse poema "Anjos Apenas" foi feito quando de uma das dinâmicas de grupo, num Curso patrocinado pelo MDS e realizado pela FRM, em São Paulo entre os dias 17 à 26 de Julho de 2005.
Graças a competência da Psicóloga Heloísa Banks Rocha, um Anjo Iluminado, esse aprendizado será inesquecível!

Vou lembrar a vida inteira!


Quem sou eu!

Uma mulher que sente de forma intensa, as emoções vividas. Alguém que já viveu um pouco da vida e que nunca teve medo de se entregar para uma paixão e mesmo quebrando "a cara" nunca desacreditou no Amor! Alguém que sempre vai acreditar que o melhor ainda está por vir, talvez num olhar que chegue de longe e como num instante mágico, captar o meu olhar e sem nenhum temor tomar conta do meu coração! Duas grandes paixões, dois grandes amores, que me fizeram conhecer o calor do inferno e uma primavera orvalhada! Estar apaixonada é para mim um estado de graça, de emoção e de uma alegria sem explicação! Amei amar os meus amores e só lamento não os tê-los ao meu lado o tempo todo! Sinto falta da emoção e das loucuras cometidas por todos eles! Posso dizer sem medo de errar, que a Paixão será sempre o meu martírio e a minha maior alegria! Estar apaixonada e saber-me emocionada enternece meu coração e minha alegria! Sou entregue quando meu coração é flexado por um olhar cheio de significados e que me fazem dar meia volta! Adoro essas emoções que me fazem acreditar que posso achar a minha maior emoção num olhar que talvez chegue de longe!

Eu sou assim!

17 fevereiro, 2006

Amigos!

O que é um amigo, senão aquele olhar que surge da onde não esperamos e como num passe de mágica, nos acalma e nos enternece o coração e que mesmo sem perguntar se podemos ser amigos, se estabelece em nossa emoção, e como um velho conhecido das nossas dores, chora com a gente e nos ajuda a sorrir também!
O que é um amigo, senão aquela emoção que explode, sem fogos ou artíficios, só na energia que se estabelece no som das primeiras palavras e nas imagens mutantes do dia a dia que se constrói a cada parada para observar, que esse amigo já faz parte da nossa vida!
O que é um amigo, senão a saudade sempre presente, quando ele não pode estar presente, mas que a simples lembrança nos da força, vigor e alegria!
O que é um amigo, senão a vontade de tê-lo presente!
O que é um amigo, senão essa energia de querer enaltecê-lo!

Estou em férias e feliz com os meus amigos!

BbEeIiJjOoSs!


"Poemando"

Poemar Ana Mimosa
é o mesmo que saudar o Sol,
que se joga iluminado
na luz radiosa do seu sorriso!

És mulher
pra todos os mimos,
de todos os tinos,
de todos os hinos,
pra todas as sinas!

Ana Lúcia é menina,
de todas as iras,
de todas as tiras,
de todos os laços,
lilás, pros seus cabelos!

Ana Mimosa é libélula
para todas as fábulas
encantadas no universo
virtual do Tecituras!

Poemar é o meu Norte,
a emoção o meu caminho,
a mágoa minha desgraça,
meu amigos, a minha força!

"Poema dedicado à Ana Lúcia Bulcão Teixeira La-Rocca"
http://roccana.blogspot.com

Agradeço sensibilizada todas as tuas iniciativas, que eu sei vieram desse teu coração generoso, e só por elas já me sinto reconfortada no exercício melhor do que eu sei fazer!
Obrigado por tuas intenções nesse processo, mas vou tecer as minhas mágoas sem ter "senhas" para esconder!

Para todos do "..AR & WAGO & Cia Ilimitada",
o meu afeto e o meu pedido de desculpas!

Elenara Castro Teixeira
http://phoemahelenara.blogspot.com
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS
29/11/2005

02 dezembro, 2005

"Orkutando"

Quero orkutar emoções
provocadas em grandes recados!
Peças semânticas
de efeito retardado,
que atiçam pecados
num campo minado!
Olhos atentos se jogam,
caçando palavras,
que possam mostrar
segundas intenções!
Quero mergulhar
no silêncio dos que não vão,
que ficam orkutando
sem nunca chegarem!
Sem mensagens,
sem recados,
sem e-mails,
sem coragem!
Eles se achegam,
assim de vagarzinho.
São amigos!
Elenara Castro Teixeira
Santa Maria 19/11/2005

01 dezembro, 2005

"Mulher Amanhecida"

Essa mulher que encontro
quase sempre no mesmo horário,
leva no rosto as marcas da dor.

Lesões afetivas deixadas na pele
por mãos que violam um corpo
pequeno, exposto ao amor.

Um amor sem cortesia,
sem afagos,
sem beijos
ou chamegos.

Um amor momentâneo,
fugaz e tão etéreo,
perfumado por odores
fabricados, que ajudam
a entorpecer uma emoção
a muito tempo já esquecida.

Essa mulher que o acaso
colocou em meu caminho,
que faz o mesmo itinerário,
que me desconhece
quando vou para o trabalho,
tem todo o meu carinho
pois em algum abraço,
deixou ficar sua ternura.


Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS 08/03/2005
Sem Nome!

São vesgos os olhos de um coração
apaixonado que na base da emoção,
levam adiante o mito do amor
eterno sem o medo do desamor.

Tudo é sonho e até a razão
tropeça no caos da fantasia!

Eu amo um anjinho barroco
meio humano, meio bicho,
animal de muitas faces,
fetiche de sedução!

Amantes e amores se aniquilaram
levando com amor essa paixão.
Deram a mão e o corpo inteiro
ao sabor desse desejo!

Deixaram tudo em desalinho
esperando ganhar o esse carinho!

Onde encontrar o caminho
levando no peito essa dor
insuportável ?

Vou tentar suturar minhas feridas
em versos por um amor magoado,
incomodado pela saudade, tentando
reverter o estrago desse amor
a qualquer preço.

Mesmo que eu sufoque o grito,
a minha poesia será voz nessa agonia
regada de lembranças que recolho,
cada vez que me ponho a te lembrar!

Hoje nada tem sentido. O amor
inverteu a mão da minha vida !

Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS 01/06/2004

28 novembro, 2005

"Eu Tenho Bina"

Quem toca meu telefone
na madrugada fria,
atrapalhando meu sono,
não desperta meu interesse,
pois mais que perder tempo,
perde também o encanto.

Minha bina identifica
um coração arrependido,
que apenas ratifica
o teu erro cometido.

Não me sinto comovida
com teu chamado noturno,
covarde e tão soturno,
pois me acho resolvida
a te tirar da minha vida.

Nada fará daqui por diante,
eu mudar minha atitude.
Vou em frente, resoluta
pra vencer essa batalha:

Ser mais eu na minha luta
pra te deixar sem apego,
sem dengo ou chamego,
apenas como sendo
alguém que passou
em minha vida!

Elenara Castro Teixeira
elenarat@hotmail.com
Santa Maria 23/06/2005