15 maio, 2011

ERVA DANINHA

Que as palavras proferidas
em tão áspero português
e que me abriu tantas feridas
na alma, se percam de mim
e da minha memória,
pois talvez assim, eu consiga
recuperar a minha alegria.
E dizer que no começo
você me fazia rir,
um riso solto, largo, feliz!
Hoje me nega a palavra
e sem jeito faz terra arrasada,
e como um trator Caterpillar, lavra
o meu amor da tua vida,
sem o menor cuidado,
como se eu fosse erva daninha
a prejudicar tua vida!
Eu sofro hoje o cão
por esse desfecho,
mas nunca te esqueça
de como foi nosso começo!
A vida querida, há de mostrar
na tua própria carne,
que a vida e o amor
são muito mais que uma dança
que te leva a cama!
Vou tentar buscar não sei onde,
forças para sobreviver,
vou aos trancos e barrancos
te extirpar da minha vida,
mas eu te arranco do coração,
desse mesmo que por desgraça,
ainda teima e não se deixa abater!
TÔ DOENTE DA ALMA

Qual a razão para acabares comigo,
Usando um golpe mortal e derradeiro
Como se eu tivesse sido um brinquedo,
Sem nenhum sentimento, sem alma,
Sem um amor verdadeiro.
Como pode dar essa estocada
E ser o algoz da minha alegria
S’eu sempre te fui melhor!
Quem te acolheu e te fez amada,
Como jamais, com certeza fora,
Senão eu com o meu amor!
Quem abriu os braços e te acolheu
Quando em volta, tudo te falhava
Até as pessoas que tu amavas,
Senão eu com o meu amor!
Como pode esquecer e desdenhar
Desse amor que aqueceu teu corpo
E te fez em delírios e te modelou
Em pétalas de rosas vermelhas!
Como pode depois disso
Não ter nenhum cuidado
Com esse amor que só nasceu
Pela tua própria procura!
Hoje depois das tuas palavras
Fiquei doente de amor
Sem remédio para cura
Dessa mágoa que me corrói!
Tô doente da alma meu amor
E isso você não vê!

14 maio, 2011


MUSAH

NEGAS NAS TUAS FOTOGRAFIAS
A MINHA COMPANHIA,
COMO SE FOSSE POSSÍVEL NESSA,
NEGAR ESSA AUTORIA,
POIS COM PÉTALAS
TE MODELEI INTEIRA...





MÁGOA

RAIVA,

IRA,

DESAMOR,

NÃO,

APENAS UMA PAIXÃO VIVA

QUEIMANDO A CARNE

QUE ARDE EM BRASAS...


IRA,

DESAMOR,

RAIVA,

NÃO,

APENAS UM CORAÇÃO

DILACERADO, EM TIRAS,

DESCOMPOSTO PELO ABANDONO...


DESAMOR,

IRA,

RAIVA,

NÃO,

APENAS UMA DOR

QUE CASTIGA O MEU SORRISO,

ACABA COM A MINHA ALEGRIA

E ME FAZ QUERER MORRER!

LIÇÃO

JURO QUE DE HOJE EM DIANTE

EU EXORCISO DA MINHA ALMA,

DO MEU CORPO,

DA MINHA VIDA,

ESSA DOR,

ESSE AMOR

QUE EM TÃO BOM MOMENTO

EU AGASALHEI...


DEI-LHE O MELHOR DO MEU AMOR,

MAS COMO FALA AS ESCRITURAS,

NÃO SE DA O PEIXE, ENSINA-SE A PESCAR...
CERTEZA


TUDO ISSO QUE PASSO AGORA,

SEI QUE UMA HORA CURA,

MAS TUA GANA DE MIM,

TUAS PALAVRAS NAQUELE DIA

COM CERTEZA JÁ TE ESGANA...


PODES MUDAR A CASA,

VIRÁ-LA DO AVESSO,

TROCAR DE QUARTO,

MUDAR OS MÓVEIS,

TIRAR O PÓ,

ATÉ BATER EM OUTRA PORTA,

QUE ISSO SÓ

NÃO SERÁ PÁREO

PARA COLOCAR EM DIA

TODO O AFETO

QUE VOCÊ COLOCOU FORA!


PODES ARRUMAR AS ROUPAS,

NO VARAL OU GUARDA ROUPA,

QUE NADA TE FARÁ PASSAR

ESSE LAMENTO CONTIDO E TRISTE,

QUE TEUS OLHOS JÁ CARREGAM!


COM CERTEZA TEU CORAÇÃO

JÁ ESTROPIADO, DA SINAIS

DA TUA SINA E DE TODOS OS TEUS AIS,

É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO!





ROSAS  E ESPINHOS


CRUEL E PRAZEROSA

FOI TUA ATITUDE

DE SE VINGAR DA ROSA,

QUANDO O FEL

DA TUA VIDA,

AH ESSES ESPINHOS

TU CUIDA!


TRATOR

ANDO EM PEDAÇOS,

POIS PADEÇO AS AGRURAS

E PARTILHO OS PECADOS

QUE NÃO FORAM MEUS!


INSANO FOI ESSE CORAÇÃO

QUE PARTILHOU DA EMOÇÃO

DO MEU MELHOR AMOR

E QUE SEM NENHUM CUIDADO,

PODOU SEM ANESTESIA

A MINHA FANTASIA!


COMO UM TRATOR CATERPILLAR,

SEM DELICADEZA ALGUMA,

SOTERROU NUMA SÓ PASADA,

A EMOÇÃO QUE SE RECOMPUNHA

DA CERTEZA DE UM ADEUS!


NUNCA SABERÁS DESSA DOR

QUE CARREGO E NEM DO FARDO

QUE NESSE MOMENTO,

PARA MIM, É VIVER!
ALMA

DOENTE D'ALMA O MEU LADO POETA

FECHOU-SE EM CONCHAS,

APARTOU-SE DOS SONHOS

E SUCUMBIU NO MEIO DAS FOLHAS BRANCAS!


MINHA ALMA TROPEGA SE DESASOSEGA

EM MEIO A ANJOS DEMONIOS

QUE NA CRUELDADE INSANA

DE UM MOMENTO INFELIZ,

TROUXE PARA A MINHA ALMA

A CICATRIZ DO DESENCANTO!


HOJE, NADA QUE EU FAÇA

DESCONSOLA O SOFRIMENTO DA MÁGOA

QUE DA MINHA ALMA ESCOA!

08 maio, 2011

PRONOME

A sutil diferença entre nós duas
É que eu poderia ter sido tua
Enquanto que sem apreço
Tu também és duas,
Uma minha e a outra de todos,
Por tabela tu também és nossa!

Cruel dicotomia de uma vida
Em total desconstrução,
Que na escala dos valores
Se perdeu em algum amanhecer...