04 janeiro, 2011


CASTIGO
Ando descalça pela areia molhada,
com a face lavada
pela chuva que cai...

Caminho pela tarde fria,
recolhida de mim mesma,
deixando para trás
muito do amor que tive...

Peno de saudade
e grito mar a fora,
expurgando toda a dor
que teu amor me deixou.

E minhas lágrimas
onde estão?

Ah, essas ficaram
para serem choradas depois!

01 janeiro, 2011

Viajando Sem Destino
Agora ainda deixo marcas na areia,
logo adiante a maré apaga,
depois quem sabe meu coração
se acalma
e meu olhar
esquece de buscar o teu.

Sou nesse momento uma nau
sem timoneiro,
aderiva da minha saudade.

Sou um pequeno barco
que se afunda
a cada dia,
e sem saber quando,
me preparo para nadar,
nadar,
nadar
e não morrer na praia.

PROMESSA
Deixo para trás um
amor esfarrapado,
machucado,
andarilho
e semi nu ...

Um amor sem brilho,
sem alegria,
ofuscado pelas mentiras
das palavras soltas ao léu ...

Deixo para trás
um pouco de mim
em muitas palavras
deixadas no PHOEMAHS ...

Que as palavras
que eu escrever
sejam daqui para frente,
tão somente,
para um amor de fantasia!

30 dezembro, 2010

29 dezembro, 2010


ADEUS!
Hoje meu amor tomei a decisão mais cruel
E necessária de toda a minha vida.
Levanto acampamento, alço vôo e vou embora
E te deixo de vez, sem hora marcada para voltar.
Na partida não levo nada, sequer as traições havida
Inda que negadas elas são marcas, cicatrizes
Talhadas a ferro na minha alma, chagas profundas,
Abertas na brecha que o meu amor deixou.

Levo o nosso amor vivido no início que foi lindo,
Orgulhosa de ter estado no teu olhar adocicado,
Uma visão mágica de encantamento e luz
Refletida sempre que me via e de modo insinuante, sorria!
Eras nessa hora tudo o que mais eu queria,
Nada mais que o meu coração precisava
Colher para bater mais forte e com mais alegria.
Onde foi que nos perdemos!

Meses de felicidade, harmonia e cumplicidade
A toda hora partilhada na rua, no centro, na cama
Como se nós duas fôssemos apenas uma,
Heroínas da nossa própria estória de amor.
As palavras de amor te assustaram tanto,
Depois disso, tudo entre a gente mudou.
Onde foi que nos perdemos: Onde? ADEUS!
TÔ CINZA

Tô triste, tô frágil, tô mal,
tô aquém do que posso
desejo e almejo,
tô prá baixo!

Tô cinza, tô preta, tô gris,
sem alegria, sem colorido,
de coração doído, mordida!

Tô andando na corrida,
sem paradeiro, ferida
na alma e no instinto
de preservação.

Me arrisco e me atiro,
me ponho a deriva,
me ponho a perigo
de mãos abanando!

Tô calada, fechada,
saudosa, faminta
da tua presença!

Tua presença equilibra meu PH,
colore minha alma,
enternece meu olhar,
adoça meu coração e
põem um sorriso na minha face.

Pena que é um amor
que eu mal consigo
Dizer alô:

Fala amor da minha vida!

26 dezembro, 2010

DANÇA DAS CADEIRAS

És a minha dança predileta,
a mais perfeita pros meus amassos,
a minha bebida preferida
que sorvo.
que bebo,
degusto
e me esbaldo!

Que não me embriaga,
mas que te deixa louca
quando te pego de jeito,
tão afeita a minha boca
que te beija,
te beija
te suga
e te satisfaz
na maior intimidade.

És a minha ousadia
a minha discórdia,
a minha dor de cabeça,
a minha virada de mesa,
que me vira do avesso
e faz eu fazer coisas
que jamais havia pensado.

És o meu pecado passado
a limpo todo dia,
que eu limpo,
limpo
e não limpo,
pois não consigo
nunca de ti me afastar.

És a minha tatuagem
desenhada por teus beijos
nos meus mais íntimos confins,
a tua marca registrada!

És o meu pesadelo,
a minha insônia,
a minha cara metade,
que por ironia
deixei
como presente de Natal!

Que faço agora pra frente
se já tenho hora marcada
pra sair e ir embora!

Talvez eu saia poemando
tua vez na minha vida!

































































































25 dezembro, 2010



Fardo!

Sobre águas,sobre brasas,
sobre pregos,
sobre pedras,
é assim
que eu caminho
o tempo todo!

Cansativo acompanhar
tua jornada,
sempre livre,
sempre aérea
sempre solta
de qualquer compromisso!

Partilhar,
dividir,
somar os momentos
dessa escassa felicidade,
é contar nos próprios dedos,
quando isso aconteceu!

Quando mesmo aconteceu?

Nem
eu
mesmo
sei agora!

SOBREVIVENTE!


Chegar ao fundo do poço
na busca da última gota
e tentar a toda prova,
sobreviver nesse esforço,
é dar a volta por cima
resgatando uma a uma
cada lágrima chorada!

Sobreviver ainda que toda
chamuscada pela dor,
é tudo que posso fazer
nesse novo recomeço!

Que venha outra paixão
e me arrebate de amor!

Ônus!


Por trás desse meu
sorriso debochado,
É uma dor tão generosa
que só de imaginá-la,
consigo retratá-la em poesia!

Palavras,
versos sem rimas
poemando às horas
dos meus dias de esperas,
mesmo sabendo que amanhã
será um outro dia,
de terrível solidão!

Uma dor maliciosa,
sapeca, quase sublime,
que mexe e remexe
na minha saudade,
fazendo-me desejar
que surja dentro da noite,
um novo chamado,
para outra traição!

quase um escracho,
escondo a dor
de um amor
tão delicado!