19 fevereiro, 2009

Incógnita

Por que nosso amor ficou
no olhar, na pele
e nas entranhas...

Por que essa saudade
se mantém acesa,
a mostra, em carne viva...

Por que queimamos em silêncio,
nosso grito sufocado...

Será que foi por que
não nos dissemos adeus?

05 novembro, 2008


Brilho!

Não te quero ver passar
Assim como quem anda a morrer...

Onde ficou teu querer,
Teu passar enamorado,
Teu brilho, tua luz, amada!

Onde ficou o teu sorriso?

Será num amor passado,
Tatuado na alma
Pela dor da tua saudade...


Se for, perdoa esse algoz
Do teu amor, que se isola,
Que se aquieta para morrer
A cada lembrança
Deixada para trás!

Se não for, não te avexe,
Mude o rumo, vire o curso,
Atropele e vá em frente...

Sempre haverá um outro abraço,
Que te faça acalmar a alma!

Ponha brilho nesse olhar!

24 agosto, 2008


Uma Questão de Olhar!

Esse olhar magoado,
Sem brilho, luz, apagado,
Outrora espelho e fonte
Da minha própria imagem,
É hoje puro lamento
D’uma grande dor de amor!

Equívocos de escolhas,
Que fere a quem mais amamos...

Hoje quando vejo teu olhar
Meio gris, sem a doçura do mel,
É que tomo consciência
Do dano que foi causado,
Na tua fome de amor,
A nossa separação!

Quero outra vez esse brilho
Do doce mel dos teus olhos
Em fogo por outro alguém,
Pois dói demais perceber
Que ainda sofre por mim!

Se não da para vivermos
Nosso amor interrompido,
Não te avexe, largue tudo
E vá em frente!

Busque outro porto,
Outra fonte,
Outro espelho
E te veja novamente,
Com o teu brilho de outrora!

Saia dessa cilada,
Dessa roubada,
Que te faz mais triste ainda,
E ache mais uma vez
Uma luz para o teu olhar...

Faça isso, talvez assim
Eu possa me perdoar
Da dor que te causei,
E pare de sofrer quando
Olho e te vejo,
Tão gris como o inverno!

Brilhe se não para mim,
Para outro amor,
Pois acima de tudo
Quero-te olhar, FELIZ!

22 agosto, 2008


Palavras!

Nosso encontro foi saudade
Do nosso corpo no outro,
Nosso abraço foi vontade
Do nosso querer proibido!

Nosso olhar foi “olho d’água”
Refletindo todo brilho
D’uma paixão assanhada
Que não se esconde em palavras!

Fomos naquela hora,
Corpo, coração e alma
E sem nenhuma pressa,
Cativos do mesmo encanto!

Se, foi erro, engano
Ou simplesmente acaso,
Pouco importa se esse deslize,
Foi mesmo despedida!

Pra nós fica a certeza
Que foi nosso, esse momento!

11 agosto, 2008


A SoLuÇÃo
é
PiMenTa & WeRnEr
Esses
são
os
meus
CaNdiDaToS

01 julho, 2008


Delícia!

Tenho sede e fome
Da tua pele e da gula do teu cio,
Da tua boca quente no meu seio
Aquecido pelo desejo
Do teu corpo sobre o meu.

Teu abraço e teu beijo
É a senha que se assanha
Para abrir minhas entranhas,
E com tanta gana, você me prova,
Aprova e com emoção sorri!

Delícia de prazer
Que nos faz melhor,
A cada encontro desse amor
Nem tão proibido assim!

08 junho, 2008


Como Um Flash!

Embora todos fiquem
Querendo nos afastar,
Sabemos com o coração,
Que nunca conseguimos
De todo, nos apartar...

Nosso olhar apaixonado,
Como um flash, reflete
Como luz a nossa alma,
Que iluminada se irradia,
De amor e de alegria...

Puro êxtase
Que acalma
Essa saudade,
Quase metade
Dessa dor
Que carregamos...

Deixamos esse amor
Desse jeito,
Que tão sem jeito,
Não temos mais
Como esconder!

Até quando vamos
Atrapalhar-nos
Em desculpas?

Até quando!

24 maio, 2008


A Banda da Minha Memória!

Já dizia Chico Buarque de Holanda “estava à toa na vida, o meu amor me chamou, pra ver a banda passar, tocando coisas de amor”...
Com certeza ele estava certo e eu é que não sabia..., naquela época!
Estava à toa na vida e sem nenhum amor me chamando, fui assistir o final do festival comemorativo ao “Sesquicentenário de Santa Maria” de Bandas Marciais, realizado no estádio da baixada melancólica do Internacional de Santa Maria.
Depois d’eu viver tantas alegrias e recordações, para culminar o sucesso do evento, veio a apresentação fantástica da Banda dos Fuzileiros Navais/RJ. Que show!
Entre tantas lembranças vividas às épocas da minha juventude com desfile estudantil ao longo da Avenida Rio Branco e lá se vão tantos anos, que nem mais minha memória registra, eis que reencontro a razão maior de todos os meus delírios...

Sonhos de amor, quimeras...,
Fantasias de amor, esperas...,
Imagens de amor, marcas...,
E cicatrizes de um amor...,
Que ainda se debate e se requebra
Ao som e toque,
Do compasso do teu passo,
Que acesso se incendeia no brilho
Do nosso olhar!

Estava à toa na vida, assistindo a banda passar, sem charme, chama ou vigor..., mas de repente feito um passe de magia no frio daquela tarde, meu coração aqueceu-se como estribilho, e pôs-se a bater compassado, na cadência musical que marcava todas aquelas evoluções...
Percebi ali, naquele momento, que lembranças de amor estão sempre presente em nossas vidas, mesmo que se esteja à toa na vida, olhando a banda passar...

Estava à toa na vida,
O teu olhar me chamou,
Meu coração assustado,
Por um momento parou...

E pensar que eu só estava assistindo, a banda passar!

Dito!

Sinto que vou cada vez mais
Na pressa para não ficar a onde estou...
Aligeiro-me nessa corrida sem largada
Sem tiro para anunciar, que a sorte está lançada!
Sigo em linha reta, sem voltar o meu olhar,
Posso cair de quatro e ficar esperando
O que um dia deixei chorando...
Vou ao trote, quase galope, esconder
As minhas lágrimas, iguais as tuas,
Um dia chorada por mim!
Bem dizia minha avó,
Aqui faz aqui se paga!

15 maio, 2008


Santa Maria
&
Minhas Memórias Afetivas!

Cidade ao pé do morro, verde mata ainda virgem, que embeleza e da moldura ao horizonte do meu olhar.
Cidade que dá socorro, que ajuda e salva vidas, que abriga a quem chega de repente pra morar e estudar!
Cidade de quadro e giz, escrevendo colorido o dia a dia no coração e na alma, a pagina da minha estória!
Cidade do vento norte que esquenta e marca forte, ventania que azucrina três dias do meu humor. Calor infernal que desassossega o corpo, a pele, os cabelos e a saia que esvoaça em cada cruzamento dessa cidade que eu adoro.
Cidade de grande fé peregrina e que nem de longe se imagina a força amiga do seu povo, que percorre respeitoso os caminhos da Medianeira, Senhora, Mãe e Rainha que abençoa o passo trabalhador da sua gente, que a pé, passo a passo, entoa numa só voz jubilosa, cânticos de paz, amor e esperança!
A Casa de Saúde, hospital e berço de muitos que como eu, choraram ali as primeiras lagrimas, em plena sinfonia com os pássaros que voejam ao seu redor, graças aquela paisagem exuberante que de lá ainda se avista.
O Colégio Santanna, onde desenhei as primeiras letras e a cada dia construía com altivez e garra, a minha, naquela época, já precoce independência de espírito.
Ah o Maneco, onde forjei no exemplo dos Mestres, a minha caminhada profissional e o espírito para construção de lideranças e lutas.
A UFSM, espaço para o alcance da universalidade do pensamento histórico e político, de consciência e compromisso com a sociedade.
O Restaurante Augusto com o seu velho e tradicional ponto de encontro, de conversas, conchavos e alianças políticas, regado a vinho, chope e muito galeto, marca registrada desse maravilhoso lugar lusitano.
Parabéns minha cidade querida por dar-me a glória em criança de fazer a festa do seu Centenário e hoje já calejada pela vida, por revezes e sucessos e pelos aprendizados, partilhar a glória também do teu Sesquicentenário.
Santa Maria, cidade das minhas memórias, retrato vivo das minhas estórias, lugar por Deus abençoado para me fazer nascer!

É muito bom viver aqui!