
Sou a tua descoberta!
Dou o ar, visto armadura,
carapaça, eu me escudo,
do ser que existe em mim,
que se esconde e se rebela
como o vento que se espalha
nas esquinas da cidade!
Marco espaço, sou rebelde,
esperneio, mas me guardo,
feito concha, caramujo
em águas claras, sou um anjo
atormentado no silêncio
e na saudade do teu beijo!
Diamante ou pedra bruta,
eu não me importo,
pois sei que sou contigo,
a maciez das maçãs,
a água da fonte que sacia,
a fome e a gula do teu cio!
Contigo me desnudo feito avelã
e me deixo a descoberta,
feito semente, de sabor
levemente adocicado!
Sou assim, um bicho estranho
que se aninha,
e que se deixa
feito gueixa,
morrer no teu abraço!
Eu sou
a tua descoberta!






