07 maio, 2007


Para Sempre!

No começo foi encantamento,
misto de sonho e paixão,
puro arrebatamento
de corpos e palavras,
e sem medo te chamei de amor!

Acolhi tua emoção,
como se fosse a minha alegria,
e chorei junto contigo
as dores da tua tristeza
e ao natural, fui tua amiga!

Agasalhei como afago
e carinho parte da tua família,
e sem nenhum problema,
acreditei no para sempre
indo em busca do teu sonho!

Disse amém para o presente
com parte da minha vida,
e como “Dom Quixote" de saia,
saí em frente com minhas lanças e sonhos,
livrando dos teus caminhos,
teus fantasmas prussianos!

Que batalhas enfrentei,
na crença do teu amor,
deixei glórias para trás,
sorrindo por te querer,
sem ligar pras minhas perdas,
pois tu eras o meu amor!

Que viagem eu cometi
na overdose dos teus lamentos!

06 maio, 2007


Meia Vitória!

Descobri nessas eleições que sou mulher para viver as emoções pôr inteiro, completas, visceralmente impregnadas de vontade, garra e alegria, nunca pelas metades!
Reeleger o Presidente LULA foi o máximo da minha satisfação política e pessoal, foi a confirmação da minha militância de anos a fio, que forjou a minha consciência social para com esse povo tão necessitado, que nos da exemplos de sobrevivência pôr esse Brasil a fora!
Mas a eleição de Olívio Dutra para Governador do Estado do Rio Grande do Sul!
Ah! Essa deixou o meu coração amargurado, tão dolorosamente magoado, que lágrimas embaralharam o meu olhar, em plena festa pela reeleição do nosso Lula.
Acabrunhada pelo sentimento de não ter podido eleger o nosso “Galo Missioneiro” para o governo do Rio Grande do Sul, numa segunda chance de parceria com o Presidente Lula, foi à razão maior da minha dor.
Deixei em silêncio a festa que se iniciava em frente ao Comitê Central e com a minha bandeira, orgulhosamente carregada em minhas mãos, caminhei solitariamente a pé para minha casa, como se fosse assim, possível esquecer, que ali naquele momento eu estava sofrendo muito mais que em qualquer outro dia, das minhas andanças de vitórias e derrotas, onde me fiz militante de um sonho e de todas as minhas verdades!
Enquanto caminhava, chorava!
Reflexões!

Começa assim, aos poucos, as pequenas traições!
Um olhar vago sem palavras, silencioso e tão tocante, como os próprios pensamentos que permeiam muitas noites insones, onde o único barulho é o do corpo cansado, revirando-se dolorido, com cuidados para não acordar, quem alheio, dorme ao lado!
Uma negativa explícita para não querer falar sobre os tormentos e fantasmas que lhe queima a alma e lhe rouba a paz, deixando exposta de modo tão cruel, a dor e a perda daquele sorriso tão pleno da ternura de outrora!
Um sobressalto nervoso por conta de um simples e corriqueiro encontro, em meio às ruas da cidade e que se revelou terno e carinhoso, tão sentido no abraço que trocamos!
Uma saudade, uma chamada, uma confissão, onde foi que ficou o término da nossa estória?
Onde!

03 maio, 2007

Essa Tal Modernidade

Não brinca com o telefone,
ele tem rastro e deixa pegada,
tem memória e viva voz,
posso bem não apagar tua chamada!

Deixa quieto quem se esconde,
quem se esquiva de passar
na tua porta, posso bem querer
entrar e não querer sair,
e aí como vai ser?

Nem quero imaginar!

02 maio, 2007

Rivaiver!

Não deixa tua mão na minha,
posso não querer tirar
e depois como vai ser?

Vamos ter que ir em frente,
na minha ou tua casa,
teremos que nos encontrar?

Não arrisque teu apetite,
posso querer dividir a tua fome,
aí Deus nos acuda
com o que vai acontecer!

Ta frio e a tarde é longa,
bem a gosto de quem foge
da mesmice e da fadiga!

Que bom que assim podemos
reviver o que perdemos!

23 abril, 2007

Cheiros e Sabores de Mãe!

Mãe sinto cheiros e sabores,
do pão sovado feito em casa
sempre uma vez na semana,
da carne de panela acebolada
de sabor inigualável, que fazia
do almoço grande festa!

Da massa cortada a máquina,
do suco de beterraba,
do quibebe de abóbora
e do doce de ambrosia!

Da polenta cortada a linha,
bem ao modo italiano,
da salada de radiche
com sal e muito vinagre,
de sabor bem agre doce!

Mãe eu sinto todos os sabores,
da rosca com açúcar e canela,
do bolinho de chuva com café
bem preto, passado no capricho,
do pastel de carne bem feito,
e das bolinhas de almôndegas
com alho, cebola e pimenta a gosto!

Sinto sempre esses cheiros,
quando ando por aí,
só não sinto o teu perfume
e o calor do teu abraço!

Por que tinhas que partir
assim tão jovem, deixando
esse vazio no meu olhar
e essa saudade do teu cheiro!

Não gosto dessa saudade,
sinto falta e sofro muito,
não tenho mais esses cheiros
de amor ao meu redor!

Que droga!

19 abril, 2007


Pombo Correio!

Não peça notícias de mim
a quem quer que seja,
mate no peito essa dor,
sofra essa saudade,
mas não use pombo correio,
para saber da minha vida!

Não quero saber de nada,
que possa vir de você!

O que foi, hoje é passado,
e guardo do meu jeito,
essa doce dor de saudade,
que me embala e me aquece,
sem que eu precise remexer
nas dores dos meus fantasmas!

Não preciso de informante
pra saber do teu amor!

Deixa assim, pois é melhor!

16 abril, 2007

Fatalidade!

Morreu no asfalto a menina
moça, mulher, inocente criança
sob as rodas sem controle
de uma moto desgovernada!

Caiu no chão sem nada fazer,
a inocência massacrada
pelo impacto da velocidade,
que rouba em cada esquina
mais um sorriso inocente!

Quando vamos entender,
que a vida é bem mais
que um velocímetro no limite!

Quando?

Poema dedicado à Ana Paula Perlin
que faleceu inocente num trágico acidente!
Eu Vou!

Se a vida agora é urgente,
a urgência me obriga
a não deixar na adega
da minha vida, guardada,
como lamento e sina,
a saudade que assassina
cada verso que escrevo!

Chega de ficar guardando
enclausurado no meu coração,
o teu apelo, o teu chamado,
que me pos na tua cama,
uma outra vez, escondida!

Que caia o mundo em cima,
que nem estou aí,
pois tudo se vai
quando estou aí contigo,
aconchegada no teu corpo!

Hoje eu não espero
mais o teu chamado,
a porta está aberta,
é só eu querer entrar!


07 abril, 2007


Poucas Palavras, Muita Emoção!
Quem é Ana, Lee ou Analy?

Quem saberá nesse universo grandioso da comunicação, que atinge corações e almas fora ou no aconchego de um lar!
Quem saberá compreender e acolher esse olhar notívago que se perde e se acha entres as estrelas que iluminam a noite e que com a sua aura de luz se confunde na Via Láctea em milhões de pontinhos luminosos, senão ela própria, essência da vida, descoberta e voz das suas próprias contradições!
Quem, senão ela que se descobre menina, carente nas descobertas, assustada na sua solidão e profundamente lúcida nos seus conflitos!
Quem senão ela, a partir de agora mais mulher, mais completa, ciente das suas descobertas, daqui para frente não só emoção, não só coração, mas um pouco mais de razão, sem, no entanto perder a sua delicadeza de coração e alma!
Depois desse “time” tua emoção terá muito mais alegria, será mais leve, e solta no teu sorriso e com certeza, teu olhar deixará de escancarar essa tristeza!
Tua emoção e lagrimas se fizeram nossas, e por ser assim, deixo que a emoção me leve a escrever essas palavras!
Valeu Ana, Lee ou Analy, ou quem seja você no meio de tanta emoção!