15 dezembro, 2006

Dá-lhe Inter no Japão!

Foi sufoco, foi sublime,
a ventura do meu time
atravessando o Atlântico,
pra ganhar do time egípcio!

Foi loucura o sofrimento,
da torcida enlouquecida
pela espera do apito,
acabando com a partida!

Não foi lindo nem brilhante
o jogo para se assistir,
mas valeu pela conquista
de esperar o Barcelona!

Que venha agora pra arena,
o “el touro espanhol”,
pois na trilha dos gaúchos
nós falamos o portunhol,
e no pampa que honramos,
não vai espanhol passar,
sem que tenha que cruzar
por cima do nosso sangue!

Vamos honrar essa arena
com a fibra do irmão farrapo,
que na garra da batalha,
deixa a chama da vitória,
pra a história registrar!

Vamos todos nessa luta,
viver um só sentimento
de amor por esse time
que encanta minha emoção!

Dá-lhe INTER no Japão,
Fernandão e companhia,
pois aqui fica hasteada
a bandeira colorada,
como símbolo desse clube
que amamos com paixão!

12 dezembro, 2006

Amiga Secreta!

Quando tudo parece perdido
e já não temos o horizonte
como sonho ou parâmetro,
da fantasia que se instala
ou da razão que se perde,
quase sempre um amigo,
leva-nos pela mão
pra mãos invisíveis,
que nos acolhem
e nos dão o abrigo,
que a nossa alma precisa!

É assim esse amigo que transita
pelo nosso coração
sem nunca nos perguntar
pelo grau da nossa culpa!

É assim esse amigo,
que chega de manso
escutando os segredos
que a mais ninguém revelamos!

É assim esse amigo,
não mais secreto,
que tem nome,
domicílio e endereço,
CPF, telefone
e uma alma de poeta!

Sandra Mara com sua arte,
psicografa os enredos
dos corações desnorteados,
aliviando suas dores
e os libertando do medo!

Sandra Mara Psicóloga,
é a minha amiga secreta
nessa festa de amigos!

06 dezembro, 2006

Seis de Dezembro!

Hoje a idade marca presença
sem piedade em minha vida
levando com sua força
o brilho, o viço, o tônus,
e toda a minha fortaleza!

O tempo deixou uma ferida
que reluz a cada lembrança
que tenho dos meus amores
e mesmo que se passem os anos,
vou carregar sobre os ombros
todos os escombros
dos sonhos dos amores desfeitos!

Em todos me joguei de cabeça,
pois com a paixão a cabresto
não existe meio termo que separe
os sonhos da fantasia,
nem a emoção do amor
com a perda da razão!

Fui intensa quando amei,
boba quando me apaixonei
e como ninguém, fui fiel
a todos eles quando entreguei
meu coração desnorteado
pelo amor que estava sentindo!

Até me descobri amando um enteado,
que como um filho que eu não tinha,
quis dar casa, carinho e minha mão
na sua primeira infância, ouvindo
com atenção as suas dúvidas
e desarmando os seus fantasmas,
mostrando sempre que mais tinha Deus
para dar, do que o Diabo pra tirar!

Aprendi com meus amores
que todas as dores de amor,
passam a ser cicatrizes da alma,
que tiram nossa calma,
que ninguém nota,
percebe ou dá valor,
mas que nos acompanham
por todas as horas da nossa vida!

Seis de dezembro, sagitário nato,
que finca seus pés pelo chão
com determinação e afinco,
mas que por amor flutua
leve e solta, sem preconceito,
no mundo da fantasia e não pactua
com a traição quando está amando!

Sou assim meio demente,
um pouco louca sem cabeça,
capaz de todas as loucuras,
tal qual criança,
quando eu amo!

Mas se hoje sou metade
dos meus sonhos,
é por que estou de vagar,
esperando o trem chegar
pra levar para bem longe
o meu último suspiro!

Muito além do meu desejo,
já ando batendo na trave
em matéria de sobrevivência
e a partir de hoje já me sinto
recordista, sem modéstia,
em matéria de amor!

Foram poucos, foram quatro
os que habitaram como ninguém
os desmandos do meu coração
e nessa matemática sobrou
um zero que sou EU!

Seis de dezembro, data em
qu’eu vim ao mundo para amar
com paixão todos os meus amores,
que não irão me acompanhar
quando eu partir, pois sei agora,
que o tempo todo, os amei sozinha!

Que meus amigos me bebam
quando eu morrer!


05 dezembro, 2006

Imagens!

Da janela vejo a lua cheia
moldurar minha fantasia!

São lobos, duendes e fantasmas,
lobisomens e bichos homens,
bruxas, fadas, anjos e arcanjos,
demônios, e fêmeas mulheres,
arquétipos lúdicos que povoavam
os sonhos a minha infância!

Álbuns, revistas e gibis,
Ilusão, Capricho e Grande Hotel,
Zorro, Lulu e seu amigo Bolinha,
Patinhas com sua moedinha,
Fantasma e sua Diana, Tarzan,
o Rei das Selvas com Jane sua mulher,
faziam das minhas matinés de domingo,
o ponto de encontro pra amigos
trocarem revistas e figurinhas
na saída do Cinema Imperial.

Da janela do meu quarto,
a lua cheia escancara
o lado esquerdo vazio,
da cama que divide comigo,
meu tempo de solidão!

Nessa fase da minha vida
em que envelheço minha coragem,
penso no tempo que tinha idade
para andar de pés descalços,
jogar bola, tomar banho de açude,
e sem nenhum pudor,
brincar de se descobrir!

Tempo bom era aquele,
onde com muito pouco
fazia-se felicidade!

Hoje já não vejo encanto
nos quatro canto da casa,
só de tempos em tempos
a lua cheia remove
o tédio da minha vida!


03 dezembro, 2006

Toma cuidado!

Deixa-me ficar nesse torpor
de não saber o que fazer
nessa altura da minha vida,
como s’eu não fosse nada!

Não quero que me enlouqueça
com essa desesperança,
de por cabo em minha vida,
se me alimentas com a melhor
das tuas mentiras, com as manhas,
e as unhas refinadas de um leão!

Não quero fazer teu o jogo
de verdades e mentiras,
onde blefas com quem tu amas
e também com quem te ama!

Não quero uma disputa,
pois no amor só se computa
o tchan que nos percorre o corpo,
e esse eu sei, que foi meu,
quando apenas com um abraço,
no meio d’uma longa noite,
teu corpo sinalizou
entre gritos e sussurros,
que teu amor ainda sou eu!

Não faça mais isso,
pois posso esquecer,
e romper o compromisso
de guardar esse segredo,
que tanto te mete medo
e atordoa a minha vida!

Deixe-me e não me procure,
talvez assim eu me cure
dessa dor que tu deixaste!


02 dezembro, 2006

Eu, Tu, Nós!

Consegui dar meia volta
e contornar um velho amor
já cativo em minha vida
com direito a reencontro!

Eu diria que foi mágico
te sentir daquele jeito,
mais ainda por saber
que existia um outro
alguém, que sempre esteve fora,
dessa noite de abraços!

Foi perfeita a magia
de dois corpos extasiados
pela emoção do momento,
grito silencioso da paixão,
que explodia no calor
da nossa pele!

Fomos longe, no desejo
insaciável de buscar
dentro de nós, o brilho
que trouxe luz ao nosso olhar!

Depois como dois bons amantes,
deixamos para traz o rastro
de mais um outro pecado
e refizemos nossa vida,
cada qual com suas mazelas
escondidas na bagagem!

EU solteira, sem pecados,
procurando achar alguém
pra soltar todas as rimas
pr’um poema de amor!

TU medrosa com receio
de se deixar descobrir
pelo brilho do olhar!

Somos assim tão diferentes,
depois que nos pegamos
entre beijos e abraços!

Estou em paz!

Deu Pra Ti!

Nessa hora de sufoco e de espera,
quero calma, tomo passe, faço reza,
jogo búzios e me protejo
procurando proteção,
nos braços d’um novo amor!

Chega de ficar na espreita
de que venha me dar consolo,
já que nunca foi teu forte,
me acolher quando estou mal!

Tenho mais que desistir,
tenho mais é que sair
dessa estória de amor,
dessa chaga malograda,
que pôs fogo em minha vida,
destruindo minha estima
desse mundo pervertido,
que deixou o meu amor
prisioneiro desse encanto!

Vou abrir as minhas asas,
vou soltar a minha voz
e deixar nova emoção
incendiar minha paixão,
carente desde o dia
que nos fizemos tão afim
de outras estórias de amor!

Quero ser uma nova mulher
na paz desse novo amor!

01 dezembro, 2006


Minha Partida!

Não sei para onde me atiro
nem para onde me penduro,
mas vou sem medo,
um pouco sem graça,
mas vou com raça
alcançar o meu sossego!

Cansei de perambular
de coração em coração,
feito um beija-flor,
buscando encontrar
um pouco da minha paz,
que encontrei no teu amor
e que perdi no teu abraço!

Confesso que esperei
conversarmos sobre tudo isso,
que aconteceu naquela noite,
mas por medo e covardia tu fugiste
como o diabo foge da cruz
e eu fiquei remoendo esse segredo!

Fiquei com a pior parte,
sem poder falar nada,
de sentir e não poder escancarar
a emoção desse reencontro!

Pensei que poderia suportar
o peso desse segredo,
mas sinto que enfraqueço
a cada hora, pois me perco
esgualepada de saudade
esperando o teu chamado!

Se eu errei, por certo deixei
meu coração contigo
naquela noite fria
de final de Agosto,
mas se o erro foi teu,
que Deus te proteja!

Deixo todos os poemas
que compus a teu pedido
como prova que amei,
muito mais que fui amada!

Em cada verso, em cada linha,
está uma emoção que se aninha,
em cada sílaba as metáforas
que fui obrigada a criar
por causa do teu silêncio
e também por tua traição!

Se sentires saudade,
busque-me na leitura
dos meus poemas
ou então me ouça
no canto apaixonado
de um Sabiá Laranjeira,
quem sabe na Lua Cheia
que moldura os teus desejos
ou na beleza encantada
de um Por do Sol
querendo adormecer
para um outro amanhecer!

Estou partindo sem saber
as razões e os teus porquês,
mas na mala de garupa, levo
um pouco dos meus Phoemahs,
que deixei universal,
só para poder reler
quando não mais puder,
um dia te abraçar!

Ainda não sei para onde eu caio,
mas sei que levo o doce do teu cio
como perfume e sabor, e no olhar
a minha imagem, nos teus olhos espelhados!
Parabéns!

Tua vida é uma mentira,
um constante escamotear
de sentimentos que judia
quem de ti se aproxima!

Mente a qualquer motivo,
muito mais se o sentimento
for de prazer e de amor,
pois ser feliz é inglória
nesse teu álbum de família!

Amar-te é um tormento
que se alia e se alicia
nessa tua dependência
de amor e de afeto!

Tudo junto se complica,
quando o amor se prejudica
na meia volta que dás,
desdobrando quem te ama!

Amei e fiz todas as loucuras
na conquista desse amor,
fui cobaia, fiz tocaia noite afora,
na esquina, pra em plena madrugada
poder te levar pra ca (sa) ma!

Foi amor misturado com paixão,
pura emoção triturada no lero lero
de quem sai para almoçar,
e volta quase depois de uma semana!

Quando digo que se esgueira,
falo com a propriedade de quem ama
e de quem se deita na tua cama,
sempre que a saudade chega
atordoando o teu presente,
que não chega a incomodar,
quando fico nos teus braços!

Nem deu para reparar
se existe um outro alguém!

De mentiras em mentiras,
tu sempre te dás bem!

Parabéns!

Naja Rainha!

Com luvas de pelica,
suavidade e maciez,
jogas as iscas do teu mel
e sem nos darmos conta
bebemos gota a gota do teu fel,
como se brindássemos à vida!

É mágico o contorno que dás
as tuas peripécias
e mesmo sob o manto
escarlate do demônio,
ainda fazemos reverências
como se fosses uma rainha!

Cativas como uma naja oriental
todo aquele que lhe toca,
que lhe enfeita e lhe da brilho
e sem que percebamos, ficamos
todos lastimados de prazer,
na espera d’um último encantamento
para então, depois morrer!

Estranha a vida que te fez rainha
para tantos bobos adoradores,
encantadores de serpente!