09 setembro, 2006


Eu Beijei o LuUuUuLaAaAah!!!!

Carisma, estilo singular, dono de um poder de emotividade capaz de levantar e levar multidões às lágrimas, assim eu senti o LULA no comício realizado ontem em Santa Maria, embaixo de uma chuva torrencial, um frio de renguear o esqueleto como fala o gaúcho.
Milhares de pessoas, jovens, velhos, crianças e adultos todos irmanados na férrea vontade de ver e ouvir o Presidente.
Foi emoção pura, ver ao lado da gente, mães com filhos de colo, embaixo de guarda chuvas, esperando a chagada do HOMEM que estamos lutando para levar pela segunda vez ao cargo de Presidente do Brasil, o que com certeza vamos conseguir.
Eloqüente e simples, igual aos que estavam ali, emocionados.
Que noite fantástica para todos que ousaram sair de suas casas para irem mesmo chovendo ao encontro de um dos maiores Presidente que o Brasil já teve, depois de Getúlio e JK.
Memorável com certeza!
Eu fui brindada por duas vezes com a sua assinatura em minha bandeira do PT e depois na quebra do protocolo, quando ele desceu do palanque oficial, abraçou o povo que estava ali na frente todos molhados com afagos e beijos! Ele foi genial!
Eu abracei e beijei o LuUuUuLaAaAah!!!!
Que emoção!
Eu beijei o Presidente!
Foi lindo sentir no olhar a emoção das pessoas surpresas com aquele gesto de carinho e de humildade, daquele HOMEM que ali também estava, como Presidente do Brasil!
Que noite fria e chuvosa, mas na emoção, perfeita!
Eu nunca mais esqueço!
Santa Maria
Largo da Estação Férrea
08/09/2006

07 setembro, 2006

Negue!

Negue ao teu coração
esse sentimento desarmado
de entrega que nos fez tanto bem!

Negue para tua emoção
o brilho do teu olhar
ao me ter em teus braços,
talvez assim, tu consigas
se iludir mais uma vez!

Negue, pois a ti eu direi
que não houve melhor momento
que este, eternizado no abraço
silencioso dos amantes!
Negue se for capaz!
Faz de Conta!

Tudo bem eu tenho força
para ficar com esse ônus!

Deixa assim mais uma vez ,
porque novamente,
eu te dou bônus !

Fico com o que não houve
de pior e deixo o tônus
muscular, o elixir da longa vida
e a alegria repartida
dos abraços e dos beijos!

Faça de conta
que nada houve!
Se puder!
Lucifér!

Meus olhos conectaram a luz
e o sorriso na íris do teu olhar,
aceso pelo brilho que reluz
a cada pulsar da tua face!

Fostes assim, apaixonante e doce,
mulher dos quatro ventos,
distinta chama que chamusca
quem de ti se aproxima!

Engano ensimesmado da força
que não possui, mas pelo dengo
se faz mulher de primeira!

Pobre os tolos que se deixam
ficar em suas águas, pois todos
acabam levando, o gongo
do abandono e o badalo
alertando do perigo!

Só quem viveu conhece
do jeito que a gente fica!

Oh, pobres coitados,
quem não levou
os cifres do Lucifér!

06 setembro, 2006

Tenho!

Não vejo nenhum problema
em ter dado meia volta,
pois se hoje,
outro alguém te ama,
sou quem tenho tua alma!

Pouco me importa,
se quem me ama,
não bate na minha porta,
pois tenho toda a certeza,
que me leva no seu olhar!

Sou presença
na saudade do teu amar
que nunca mais será igual,
pois eu como tu,
sou também de mim perdida!

Onde foi parar nosso sonho,
nossa aurora, nossa vida!

Morreram!
Morreram?
Entrega!

Se me ponho na retranca,
tu me caças pela noite
sem pudor ou fantasia,
jogando todo o charme
com suave ousadia,
calando com teu abraço
a minha negativa!

Plena de emoção
meu corpo reage
mostrando que ainda é viva
a paixão que eu escondia!

E assim, meu coração
descompassado pela saudade
se entrega eternizado
pelo abraço apaixonado!

Cuida desse amor
que teu olhar
me fez refém!

05 setembro, 2006

Alô Alô!

Juro que eu tento não pensar
do que nos falamos ao telefone,
mas acordar do primeiro sono
ouvindo tua voz a tanto tempo
distante da minha vida,
foi como se fosse música
ninando o meu despertar!

Era tarde, quase madrugada,
um frio intenso, eu quase assustada
percebendo que o meu corpo
tremia muito mais de alegria
do que do frio que eu sentia!

Tua voz carinhosa e doce
era só delicadeza. Pura emoção
no meio da noite a cativar
por inteiro meu coração saudoso!

Como controlar as palavras
que se fizeram encantadas
e que em nenhum momento
ousamos interromper!

Foi saudade, foi ousadia,
verdade que a cada dia,
a vida nos infligia,
tentando nos alertar!

Foram tantos os sinais,
que todos os nossos ais
se perderam naquele instante!

Embora tão distante,
minhas e tuas lágrimas,
se fizeram num uníssono, rimas
para o nosso melhor poema!

Fomos o que nunca
deixamos de ser,
amantes de um só querer!

03 setembro, 2006

Sabor de Guabiju!

Sentir o teu abraço em torno do meu pescoço com se fossem garras, como se fossem amarras prendendo o navio no porto, foi emoção visceral de doer o peito, de calar a voz num só lamento, num só suspiro, numa só entrega!
Como descrever o momento se todo o sentimento de saudade e emoção estavam ali, no silêncio repartido, a nos mostrar que nada do que foi dito, ao longo de todo esse tempo, serviu para nos afastar!
Que emoção é essa que nos domina e que se faz teimosa, que nos consome e nos emociona a alma!
Como eu queria compreender essa energia que nos tocou, que nos fez querer entrar corpo a dentro através desse abraço tão carregado de saudades e de emoções, e que mesmo no silêncio de palavras, nos disse tantas coisas e nos calou a voz como se quiséssemos morrer, ali naquele instante !
Onde foi que perdemos as coordenadas e nos fizemos ao léu, ficando o nosso coração a deriva de ventos e tempestades, chuvas e trovoadas e até mesmo de outras calmarias!
Onde foi?
Porque será que deixamos nossa alma de amor apaixonada, ficar no tempo escondida e como um passe de mágica e de magia de palavras, ficarmos daquele jeito, emocionadas!
Nossas lágrimas aliviavam essa emoção controlada que ao longo do tempo fomos obrigadas a assumir e que de um modo “educado” levávamos adiante, atropelando no silencio das nossas lembranças o que na real, nunca conseguimos esconder: O amor que vivemos e que não conseguimos libertar, apesar da distancia e da teimosia de não querermos voltar!
Será que erramos?
Saberemos um dia o que nos aconteceu?
Se foi emoção de partida ou de chegada, só o tempo dirá na eterna saudade que vai nos consumir daqui por diante!
Que vida foi essa que nos obrigamos a viver!
Quisera ser poeta para poder traduzir em versos, todos os lamentos das nossas vidas, pois assim o fazendo, tornaria essa saudade menos cruel e ainda mais doce, a lembrança de nossa última conversa!
Sinto que ainda não nos dissemos tudo!
A vida nos dará outros encontros com sabor de guabiju!

02 setembro, 2006

Cabresto!

Valente feito ave gaudéria,
“gardelona” na conversa séria,
és mulher de muita fala,
muita prosa e muito papo!

Quem te olha sempre pronta,
para o ranço afiada,
nem de longe desconfia
que é lorota esse teu mando!

Mansa como ave viajante
que adormece quando chega
num lugar tão esperado,
és sombra dessa mulher
que não tem papas na língua!

Hoje é que eu percebo
quanto foi tua procura,
pois sentir tua alegria
se deixando “cabrestiar”
é sinal, marca e poder
que outra estória te envolve,
te deixando mais amena,
mais serena e mais mulher!

És ave em extinção
precisando ser cuidada!

Que bom que outro galope
te fez baixar a guarda,
pois hoje quem comanda
os desmando do teu poder,
é um outro abraço
que te prende!

Seja bem vinda amiga
Ao rol das apaixonadas!

Elenara Castro Teixeira
http://phoemahelenara.blogspot.com

01 setembro, 2006

Presente!

Quando se ama,
o amor é como a fotografia,
registra no olhar o contorno
da nossa geografia!

São falésias, são oásis,
são desertos e cerrados,
são meandros, são caminhos,
um dia já percorridos!

Teu corpo por minhas mãos desbravado,
com a gana e com a fúria
de um coração apaixonado,
hoje já não mais engana,
esse meu coração estropiado!

Ficou no tempo esperando
pelo toque, pelo beijo
num afago, num abraço,
sem palavras, emocionado!

Que bom que a vida
nos deu
esse momento!