05 setembro, 2006

Alô Alô!

Juro que eu tento não pensar
do que nos falamos ao telefone,
mas acordar do primeiro sono
ouvindo tua voz a tanto tempo
distante da minha vida,
foi como se fosse música
ninando o meu despertar!

Era tarde, quase madrugada,
um frio intenso, eu quase assustada
percebendo que o meu corpo
tremia muito mais de alegria
do que do frio que eu sentia!

Tua voz carinhosa e doce
era só delicadeza. Pura emoção
no meio da noite a cativar
por inteiro meu coração saudoso!

Como controlar as palavras
que se fizeram encantadas
e que em nenhum momento
ousamos interromper!

Foi saudade, foi ousadia,
verdade que a cada dia,
a vida nos infligia,
tentando nos alertar!

Foram tantos os sinais,
que todos os nossos ais
se perderam naquele instante!

Embora tão distante,
minhas e tuas lágrimas,
se fizeram num uníssono, rimas
para o nosso melhor poema!

Fomos o que nunca
deixamos de ser,
amantes de um só querer!

03 setembro, 2006

Sabor de Guabiju!

Sentir o teu abraço em torno do meu pescoço com se fossem garras, como se fossem amarras prendendo o navio no porto, foi emoção visceral de doer o peito, de calar a voz num só lamento, num só suspiro, numa só entrega!
Como descrever o momento se todo o sentimento de saudade e emoção estavam ali, no silêncio repartido, a nos mostrar que nada do que foi dito, ao longo de todo esse tempo, serviu para nos afastar!
Que emoção é essa que nos domina e que se faz teimosa, que nos consome e nos emociona a alma!
Como eu queria compreender essa energia que nos tocou, que nos fez querer entrar corpo a dentro através desse abraço tão carregado de saudades e de emoções, e que mesmo no silêncio de palavras, nos disse tantas coisas e nos calou a voz como se quiséssemos morrer, ali naquele instante !
Onde foi que perdemos as coordenadas e nos fizemos ao léu, ficando o nosso coração a deriva de ventos e tempestades, chuvas e trovoadas e até mesmo de outras calmarias!
Onde foi?
Porque será que deixamos nossa alma de amor apaixonada, ficar no tempo escondida e como um passe de mágica e de magia de palavras, ficarmos daquele jeito, emocionadas!
Nossas lágrimas aliviavam essa emoção controlada que ao longo do tempo fomos obrigadas a assumir e que de um modo “educado” levávamos adiante, atropelando no silencio das nossas lembranças o que na real, nunca conseguimos esconder: O amor que vivemos e que não conseguimos libertar, apesar da distancia e da teimosia de não querermos voltar!
Será que erramos?
Saberemos um dia o que nos aconteceu?
Se foi emoção de partida ou de chegada, só o tempo dirá na eterna saudade que vai nos consumir daqui por diante!
Que vida foi essa que nos obrigamos a viver!
Quisera ser poeta para poder traduzir em versos, todos os lamentos das nossas vidas, pois assim o fazendo, tornaria essa saudade menos cruel e ainda mais doce, a lembrança de nossa última conversa!
Sinto que ainda não nos dissemos tudo!
A vida nos dará outros encontros com sabor de guabiju!

02 setembro, 2006

Cabresto!

Valente feito ave gaudéria,
“gardelona” na conversa séria,
és mulher de muita fala,
muita prosa e muito papo!

Quem te olha sempre pronta,
para o ranço afiada,
nem de longe desconfia
que é lorota esse teu mando!

Mansa como ave viajante
que adormece quando chega
num lugar tão esperado,
és sombra dessa mulher
que não tem papas na língua!

Hoje é que eu percebo
quanto foi tua procura,
pois sentir tua alegria
se deixando “cabrestiar”
é sinal, marca e poder
que outra estória te envolve,
te deixando mais amena,
mais serena e mais mulher!

És ave em extinção
precisando ser cuidada!

Que bom que outro galope
te fez baixar a guarda,
pois hoje quem comanda
os desmando do teu poder,
é um outro abraço
que te prende!

Seja bem vinda amiga
Ao rol das apaixonadas!

Elenara Castro Teixeira
http://phoemahelenara.blogspot.com

01 setembro, 2006

Presente!

Quando se ama,
o amor é como a fotografia,
registra no olhar o contorno
da nossa geografia!

São falésias, são oásis,
são desertos e cerrados,
são meandros, são caminhos,
um dia já percorridos!

Teu corpo por minhas mãos desbravado,
com a gana e com a fúria
de um coração apaixonado,
hoje já não mais engana,
esse meu coração estropiado!

Ficou no tempo esperando
pelo toque, pelo beijo
num afago, num abraço,
sem palavras, emocionado!

Que bom que a vida
nos deu
esse momento!

31 agosto, 2006


Abraço!

Nunca um abraço foi tão abraço,
como o abraço que trocamos!

Foi emoção silenciosa,
lágrima preciosa
a borbulhar os impulsos
de um amor inacabado!

Onde ficamos no tempo,
que o tempo não desistiu!

Medo,
surpresa,
destino,
não sei!

Só tenho a certeza
que a vida recomeça!

Estrela Tatuada!

Como dádiva abençoada
recolho no meu coração
com todo o cuidado,
essa estrela iluminada
com a luz do meu olhar,
que caiu na minha vida
para dar um norte
na minha caminhada!

Ela é tão alva, ela é tão doce,
mais parece um algodão
que degusto com paixão
quando levo minha boca
a saborear sua doçura!

Sou feliz por despertar
esse amor no coração,
fechado para balanço
desde a última tempestade!

Poder abraçar teu corpo
depois de tanto tempo,
é o verso melhor
na minha poesia!

Ser tua de novo,
ser minha agora,
é estar no começo
de outra estória de amor!

Que linda estrela a noite
deixou tatuada
no meu corpo renovado!

É tão belo, é tão lindo,
que as lágrimas acontecem
com sabor de guabiju!


28 agosto, 2006

Minha Amiga!

Tu que fuxicas,
tu que futricas,
tu que remexes
as minhas emoções,
o meu aplauso!

Parabéns Sandra Mara,
Mulher Psicóloga
de penso e cabeça,
coração e razão!

Um brinde afetivo
nesse dia festivo!

DIA DO PSICÓLOGO
Ponto Fraco!

Que delícia te fazer furiosa,
na defensiva, indignada,
cheia de dedos, ansiosa!

Onde ficou a tua calma,
tua alma adormecida,
teu amor tão escondido?

Todo esse estresse
só porque fostes flagrada!

Não estremece,
eu não aumento,
eu não conto!

Só faço
mais um poema!
Saia Pra Vida!

Confesso que adorei
a tua indignação,
pois sem querer eu aticei
o teu lado de leão!

Ainda me darás razão
quando tiveres teu olhar
por outro alguém apaixonado!

Quero ver iluminado
com doçura e paixão,
a tua alma refletida
num olhar que não seja o meu!

Não quero mais saber
que fui a tua emoção
e que na minha partida
levei o teu coração!

Não quero ser a culpada
por não amares daquele jeito
que um dia, fostes tão pródiga!

Te joga,
te alimenta,
arrasa
mas saia para vida!
Me esqueça!
Mas se não conseguir!

Ah!
Então sigo tranqüila,
nada mais me aniquila,
pois eu tentei!

Não Ligo!

Mimosa, mimosinha,
que de brava e tão furiosa
ficou toda despenteada
por ter sido descoberta!

Não te exaltes nesse floreio,
pois quem é do Alegrete
tem sempre esse maneio!

Eu conheço esse teu jeito
de apear por esse lado,
muito mais se é mais em baixo
que o nó se atarraxa!

Não dou bola,
eu não ligo,
deixo o tempo me levar!