12 agosto, 2006

Grande Mulher!

Com os olhos escolheria o tema,
com a boca de deixaria tonta,
com o perfume do amor
perfumaria o corpo
e com as mãos emocionadas
nos faríamos mulher!

Ardentes e fêmeas,
grandes e ternas,
apenas mulheres, buscando
na magia da paixão,
os segredos do amor!

PS:
Para uma tarde chuvosa,
um pouco de imaginação
nos conduzirá ao resto....!!!
Paixão!

Me atiça teu cheiro
de caça e de fêmea,
faminta e sedenta
na cama esperando!

Corpo jogado,
atento,
na espreita,
esperando uma boca,
num corpo felino
que não sendo menino,
te caça e te atrai!

Jogo sutil de conquista
que atiça o fogo
numa paixão tão igual!
Pesadelo Matinal!

A chama ascende,
o telefone chama,
mas ninguém atende!

Fichas na mão,
fone no ouvido,
pesadelo sem culpa
de quem se desculpa
por não ter conseguido
apenas dizer, bom dia paixão!

11 agosto, 2006

Vendaval!

Como um sorriso inocente de uma criança
está meu coração incendiado de esperança!

Um outro toque, um outro abraço atiça
e incendeia minha emoção enamorada!

Um poema no Blog enfeitiça a cobiça
de quem leu e procurou me encontrar
a todo custo, por toda parte, do nada!

Estranho são os feitiços das palavras
que ao poemar brincando a emoção,
descobri um coração querendo me agasalhar!

Da surpresa ao encantamento foi um pulo
a ponto d’ eu ter certeza que capitulo
no próximo reencontro!

Enfim a palavra será a grande sedutora
desse enlace que fará um outro verso
ser verso e reverso da minha emoção,
eternamente enamorada de paixão!

Que venha outro vendaval
em minha vida!

29 julho, 2006

Fracasso!

O que eu sou depois dessa tormenta,
senão o fracasso que me atormenta,
que me seduz a cada momento
a sair da minha vida, escondida
na dor e na certeza que só fui feliz
quando por ti estive apaixonada!

O que eu sou nesse caos que me fiz,
sempre que entreguei meu coração
vagabundo, senão essa vontade
rejeitada de ter sido verdade
somente na minha fantasia!

O que eu sou agora, nessa falácia,
nessa mentira em que vivo,
senão apenas emoção de palavras
que desabafo quando o sufoco
da noite me faz poemar toda a dor
que meu coração não mais esconde!

Sou anjo, arcanjo ou duende,
misto do bem e do mal,
profeta da minha própria agonia,
algoz feroz de mim mesma!

Eu não existo!


28 julho, 2006

Basta!

Guarda tua ira e te atira
para os braços de quem te quer!

Desiste de ficar me azarando
só para judiar meu coração
já tão atazanado de paixão!

Agora não vale me querer
com tanto tempo de atraso,
pois meu tempo de prontidão
já se escoou a muitas luas
do simples querer da tua vontade!

Hoje sou uma mulher de luas,
que se inventa a toda ora,
que se solta, que se larga
ao seu próprio instinto,
que se enfeita e se insinua
na mais clara devassidão!

Sou meu próprio prazer
quando sinto que não quero
ser mais a tua cúmplice!

Hoje estou mais para Alice
no país das maravilhas!

Uma completa idiota
tentando se recompor
d’um amor que não vingou!

27 julho, 2006

Retrospectiva!

Minha jornada do berço a sepultura
foi extensa e plena de aventura,
uma longa caminhada de desventura,
tombos aqui e acolá que deixaram
cicatrizes, marcas e pesadelos!

Matizes, cores e sombras de uma loucura,
que comecei a retratar em verso e prosa,
com rimas nascidas das dores do teu amor!

Por um tempo adolescente tive tudo
que sonhei, sucesso, amores e trabalho
que sem nenhum atalho, conquistei
na moral, e na qualidade da minha vida!

Minha família enquanto tive meus pais
vivo, a tive como suporte afetivo,
esteio de todas as minhas alegrias,
depois quando o tempo os venceu
com certeza, perdi o meu refúgio!

Um outro amor foi bom demais,
companheiro, amigo, amante,
responsável, confidente
e até hoje insuperável!

Outro bem na minha vida foi o melhor
nos doze anos de amor e dedicação,
onde da minha parte nunca houve
a certeza que poderia um dia
esse amor acabar, de tão querido
e assumido que foi esse amor!

Por ele edifiquei todas as renúncias
que alguém poderia ter feito, a ponto
d’eu ter deixado pela metade, a metade
da minha vida, abandonada!

No desgaste por falta de atitudes
que cuidasse do meu amor,
esse amor se entristeceu no abandono
deixando brecha pro desencanto!
Que triste foi esse tempo!

Livre e solta para outro encantamento,
alguém chegou fácil na minha vida
apenas para ser passagem, viagem,
ponte de uma outra dor amorosa!

Fui recanto, canto e acampamento,
para males de amor!
Mal sabia
que toda a minha alegria
estava deixando para trás a cada
parada, para poder o amor,
entrar com paixão e zelo,
por inteiro na minha vida!

Hoje bem longe do berço
reconheço meus equívocos,
meus erros e enganos
e quanto mais eu enfraqueço,
mais eu me aproximo da sepultura.

No máximo eu antevejo
um fim sem nenhuma glória,
sem ares de vitória,
apenas com uma certeza:

Amei demais os meus amores,
e mesmo com todas as dores
e loucuras cometidas,
fui fiel a todos eles!

Eu os amei demais!

24 julho, 2006


*Pimenta & Fabiano*

Essa dupla da cidade
que encanta e que trabalha
é Pimenta e Fabiano!


É a nossa mocidade
confirmando na batalha
que a luta continua!


É Pimenta é Fabiano
lutando pela cidade
é o povo agradecido
votando no Lula
pra Presidente, Olívio
pelo Rio Grande,
Rosseto pra Senador!


É Pimenta Federal,
Fabiano Estadual,
é o povo da cidade
marcando treze de novo!


Sou Pimenta que esquenta,
sou Pimenta malagueta,
sou Pimenta Federal
Na dobrada da cidade!

Sou viola enluarada,
sou piano afinado
sou Fabiano Estadual
marcando o compasso
da luta até a vitória!


Dá-lhe PT, dá-lhe PT,
sou mais forte que os contrários,
sou eterno militante
nessa luta que acredito,
não me faço retirante!


Sou forte, guerreiro e bravo,
sou braço que se sustenta
pra erguer minha bandeira
e gritar aos quatro cantos
que a dobrada da cidade
é Pimenta e Fabiano!
Elenara Castro Teixeira
Balanço!

Não tenho tempo de revisar minha vida,
de mudar meus caminhos sem ser seguida
por dores, fracassos e despedidas!

Não tenho tempo de recompor afetos desfeitos
em idas e vindas com perdas e danos
para todos os lados, sem ter que esperar
por um tempo que não tenho mais!

Meu tempo é findo, acabou-se no calabouço
de minhas lembranças. Muitos sonhos sonhados
junto contigo para perceber que só o soluço
e a tristeza foi o que sobrou!

Sobreviver para quê?
Viver por quem?
Cansei!

Confissão!

Choro em silêncio, pois a ninguém digo
da tristeza que se apodera de mim,
que se abriga e não tem mais fim
nesse coração que se entregou por inteiro
ao sabor eterno da tua vontade!

Minha dor, cicatriz viva de saudade,
que destempera todos os sabores,
marcando para sempre minhas dores
com a tempera dos que sofrem por amor!

Ninguém percebe, mas a dor que sinto
é por demais insuportável! Me resinto
da tua presença e por não tê-la mais
junto de mim, me escondo para chorar!

Eu morro a cada hora!