21 fevereiro, 2006

Nesse 2006!

Quero poder estender as mãos
para quem um dia fechou a porta
que sempre ficou aberta
na distância e no silêncio!

Quero poder emocionar
novamente meu olhar,
por quem um dia
me pôs no cio
através de um beijo
enlouquecido de desejo
e num momento endiabrado,
me fez pão abatumado!

Quero que o meu amor passado
doce e afetivo, seja tão amado
hoje, como foi por mim um dia
e na junção dessa alegria,
possam todos ser felizes!

Quero poemar versos
para um amor maduro,
com rimas emocionadas
de um amor criança
onde o riso e alegria
faça a grande diferença!

Quero poder esquecer
que um dia tive um amigo
que magoou minha amizade
e recuperar a confiança
e admiração perdida,
já que não pude de coração
dar o meu indulto de Natal!

Quero esquecer minhas dores,
viver novos amores!
Conhecer outros lugares,
fazer muitos amigos
e amar os bem antigos
que sempre foram fiéis!
Paixão

Quando nosso olhar se faz cego de paixão e numa forma encantada se faz perdido de amor, estamos deixando nesse instante a vida sangrar nosso sangue e nos extenuar no desejo de viver esse momento!
É tanta vida querendo se perpetuar num abraço, num beijo que todos os sentidos se confundem na vontade insana de se querer o que outro quer que a gente seja e que sem poder, deixamos acontecer!
E nessa subserviência que a paixão nos deixa, acabamos, sendo algozes da nossa própria vontade de morrer de qualquer jeito!
Morremos a cada suspiro sentido, a cada olhar desviado, a cada fechar de olhos, como se fosse possível conservar um sonho como imagem eterna para se adorar!
E nessa vontade de perpetuar esse amor, acabamos ficando com um desejo de amor inacabado a nos dar alimento e munição, para ele ser inesquecível!
Como desconstruir esse mecanismo atroz que cultivamos por atração, ignorância, medos e carências, e que nos faz algoz dos nossos próprios sonhos!
Como recuperar o controle de um coração perdido de amor e dor e que ousou se aventurar pelos caminhos da paixão, sem deixar as energias que nos sustentam, perder-se nos emaranhados das falsas ilusões!
Como ser consciente dessas falhas!

“Quero Lula Presidente”
Agora que é zero hora pelo horário de Brasília e 2006 está posto na mesa, quero um país sério totalmente recomposto na moral e na alegria! Quero nesse marco zero, um país com Fome Zero, e que o programa Bolsa Família se estenda mais, e que o Pro Uni aconteça cada vez mais forte, sério e inclusivo! Que o PT se recomponha na força da militância que não pode fazer nada pra evitar essa balburdia! Que possamos sobreviver em harmonia, e que a paz seja o alimento da alegria e que a alegria seja o alimento na mesa desse Brasil!
Que o Lula continue!
Que o Inter e o Brasil Sejam Campeões!
Que venha 2006!







Mãos!

Mãos de mulher, mãe amorosa!

Linda como a Rosa

de todas as Marias, Santa!



Mãos de uma avó mimosa,

ciosa dos seus afetos,

cuidando com zelo e brilho,

todos os filhos,

nascidos de um amor formoso!


Amiga querida, esposa encantada,

rima perfeita de um verso

vivido em total plenitude!

Mãos virtuosas de mesa

e sabor, vão conjugando

com todos dedinhos

imagens perfeitas

de amor e carinho!

Um brinde!

20 fevereiro, 2006

Mãe!

Nunca mais fui a mesma,
depois da tua partida!
Sem nenhuma anestesia,
teu amor me foi tirado
sem pedido de licença!
Saístes da minha vida
mais cedo do que devias!
Hoje, sem a tua companhia,
sequer tenho a tua mão amiga
para confortar minha agonia!
Mãe, sinto tua falta,
muito mais que ontem,
pois hoje minhas dores
já não sentem
o conforto dos teus braços!
Sinto tua falta
todo o dia dos meus dias!
Mãe de todos os filhos,
filhos de todas as Mães,
nunca se esqueçam
que esse amor é o único
que não se perde da gente!

Em homenagem à Anna Rosa Castro Teixeira!

Elenara Castro Teixeira
http://phoemahelenara.blogspot.com
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS
02/05/2005

18 fevereiro, 2006



"Longevittá"
Rosa, Lourdes e Marias, Cássia, Leilas, e Ledinhas, Gelsa, Annas e Amandas. Vilma, Beths e Saletts, Catarinas, Angela e Neldinhas!
Estas não são somente nomes, são estrelas que iluminam nossas tardes de domingo!
Todas são mulheres, mulheres amadas, mulheres queridas, delicadas mulheres, mulheres meninas! Tias, vós, dindas e sobrinhas, mães, sogras e madrastas, colegas, amigas, madrinhas da vida que se encaminha pra marcar nossa saudade! Mulheres valentes, heroínas mulheres de filhos presentes, de outros tantos, ausentes! Mulheres crianças, sem força e domínio, longe lembrança de uma vida passada! Mulheres românticas em lapsos de tempo, que cantam seus tangos e movem seus pés, como se o balanço das suas cadeiras dessem o ritmo para memória já quase vencida, já quase apagada, mas não esquecida! Quem olha essas mulheres, ali sentadinhas, todas bonitas na sua magia, repensa a vida, repensa a família, repensa os afetos! Que sentimentos são esses que nos fazem voltar todo domingo! São horas benditas de afagos e beijos, de lanches e lagrimas, de mãos que se agarram, pedindo que voltem!
Hoje, ontem ou amanhã, agora ou depois, pouco importa!
Muitas delas não percebem se existem diferenças! Todas essas mulheres no entanto, são felizes quando alguém lhes toma o rosto e num gesto carinhoso, afagam-lhes as mãos, já vencidas pelo tempo e pelas dores! Mãos de porcelana, frágeis tesouros que em épocas passadas embalaram outras vidas! Ao lado de todas elas, alí reticentes, amigos meninos se esforçam no zelo e no cuidado das damas dos seus sonhos perdidos! João, Diogo, Pedro e Joel. Renan, Elio, Bruno e Miguel. Matheus, Fabio ou Manoel, pouco importa os sobrenomes, são homens, são meninos, são velhos, são valentes, são guerreiros sem moinhos! Todos eles estão ali, tão calados, tão ausentes que somente a presença de quem chega, lhe apraz um movimento! São homens e mulheres esquecidos de si, nos mostrando a cada dia uma nova emoção! Bendigo a todos, pois com eles me obrigo a ser feliz! Esse poema nasceu das visitas dominicais a uma casa de repouso de Santa Maria/RS, onde acompanhava minha amiga Salette Marchi, que ia visitar sua mãe, que por motivo de doença, passara a morar ali!Essas visitas emocionavam meu olhar e sensibilizavam minha alma, pois meus pais a muito já tinham partido, deixando um vazio enorme no meu afeto e uma lágrima teimosa que se apresenta sempre quando me sinto só! A saudade é como um tempo preparado para chover, que se arma aos poucos, deixando o céu nublado com nuvens penduradas sobre nossas cabeças, e que agitadas pelo vento, se transformam em pingos de lágrimas, que emocionam para sempre a minha saudade! Perder os pais é enfrentar um caminho sem volta, sem direito ao conforto de um abraço!

Escrever esse poema, dessa forma emocional, é um tributo a todos os velhos que de uma forma ou outra, marcaram as nossas vidas e que estão sempre a nos mostrar, que um dia ele seremos, nós!
Elenara Castro Teixeira
Santa Maria/RS
Anjos apenas!

Quem somos nessa hora, quando estamos longe dos nossos amigos, senão anjos iluminados oferecendo um pouco de guarida e de afeto!
Quem somos nessa hora, quando a saudade abate-se sobre nós, senão anjos iluminados tentando não deixar a tristeza bater na porta dos nossos corações!
Quem somos nessa hora, quando não temos a presença dos nossos afetos, senão anjos iluminados comprometidos com o outro para não deixarmos a melancolia se fazer presente! Quem somos nessa hora, quando a razão dos nossos sonhos faz-se distante, senão anjos iluminados transformando essa dor quase física, num abraço, pleno de energias!

Para os anjos dessa sala, quem somos nessa hora,
senão anjos iluminados!

Esse poema "Anjos Apenas" foi feito quando de uma das dinâmicas de grupo, num Curso patrocinado pelo MDS e realizado pela FRM, em São Paulo entre os dias 17 à 26 de Julho de 2005.
Graças a competência da Psicóloga Heloísa Banks Rocha, um Anjo Iluminado, esse aprendizado será inesquecível!

Vou lembrar a vida inteira!


Quem sou eu!

Uma mulher que sente de forma intensa, as emoções vividas. Alguém que já viveu um pouco da vida e que nunca teve medo de se entregar para uma paixão e mesmo quebrando "a cara" nunca desacreditou no Amor! Alguém que sempre vai acreditar que o melhor ainda está por vir, talvez num olhar que chegue de longe e como num instante mágico, captar o meu olhar e sem nenhum temor tomar conta do meu coração! Duas grandes paixões, dois grandes amores, que me fizeram conhecer o calor do inferno e uma primavera orvalhada! Estar apaixonada é para mim um estado de graça, de emoção e de uma alegria sem explicação! Amei amar os meus amores e só lamento não os tê-los ao meu lado o tempo todo! Sinto falta da emoção e das loucuras cometidas por todos eles! Posso dizer sem medo de errar, que a Paixão será sempre o meu martírio e a minha maior alegria! Estar apaixonada e saber-me emocionada enternece meu coração e minha alegria! Sou entregue quando meu coração é flexado por um olhar cheio de significados e que me fazem dar meia volta! Adoro essas emoções que me fazem acreditar que posso achar a minha maior emoção num olhar que talvez chegue de longe!

Eu sou assim!

17 fevereiro, 2006

Amigos!

O que é um amigo, senão aquele olhar que surge da onde não esperamos e como num passe de mágica, nos acalma e nos enternece o coração e que mesmo sem perguntar se podemos ser amigos, se estabelece em nossa emoção, e como um velho conhecido das nossas dores, chora com a gente e nos ajuda a sorrir também!
O que é um amigo, senão aquela emoção que explode, sem fogos ou artíficios, só na energia que se estabelece no som das primeiras palavras e nas imagens mutantes do dia a dia que se constrói a cada parada para observar, que esse amigo já faz parte da nossa vida!
O que é um amigo, senão a saudade sempre presente, quando ele não pode estar presente, mas que a simples lembrança nos da força, vigor e alegria!
O que é um amigo, senão a vontade de tê-lo presente!
O que é um amigo, senão essa energia de querer enaltecê-lo!

Estou em férias e feliz com os meus amigos!

BbEeIiJjOoSs!


"Poemando"

Poemar Ana Mimosa
é o mesmo que saudar o Sol,
que se joga iluminado
na luz radiosa do seu sorriso!

És mulher
pra todos os mimos,
de todos os tinos,
de todos os hinos,
pra todas as sinas!

Ana Lúcia é menina,
de todas as iras,
de todas as tiras,
de todos os laços,
lilás, pros seus cabelos!

Ana Mimosa é libélula
para todas as fábulas
encantadas no universo
virtual do Tecituras!

Poemar é o meu Norte,
a emoção o meu caminho,
a mágoa minha desgraça,
meu amigos, a minha força!

"Poema dedicado à Ana Lúcia Bulcão Teixeira La-Rocca"
http://roccana.blogspot.com

Agradeço sensibilizada todas as tuas iniciativas, que eu sei vieram desse teu coração generoso, e só por elas já me sinto reconfortada no exercício melhor do que eu sei fazer!
Obrigado por tuas intenções nesse processo, mas vou tecer as minhas mágoas sem ter "senhas" para esconder!

Para todos do "..AR & WAGO & Cia Ilimitada",
o meu afeto e o meu pedido de desculpas!

Elenara Castro Teixeira
http://phoemahelenara.blogspot.com
elenarat@hotmail.com
Santa Maria/RS
29/11/2005